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Ligação de Lula foi decisiva para Marcelo abrir mão da pré-candidatura ao Senado

Uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi decisiva para retirar o PT da disputa por uma vaga ao Senado no Amazonas. Em entrevista à jornalista Rosiene Carvalho nesta sexta-feira (24), o ex-deputado federal Marcelo Ramos confirmou que desistiu da pré-candidatura após um pedido pessoal do presidente da República, que defendeu a necessidade de preservar a unidade da base aliada para a campanha de reeleição em 2026.

Segundo Marcelo, Lula repetiu um gesto semelhante ao que havia feito antes das eleições municipais de 2024, quando o convidou a se filiar ao PT e disputar a Prefeitura de Manaus.

“Da mesma forma que na eleição de 2024 o presidente Lula me fez um apelo para disputar a eleição, para me filiar ao PT, ele agora, em nome do projeto nacional e da unidade da nossa base política, me faz um apelo. Eu não tenho como confrontar o presidente”, afirmou.

O ex-deputado disse que a prioridade passou a ser a reeleição de Lula.

“Eu não tenho como gerar instabilidade no projeto de reeleição do presidente Lula, porque eu acho que isso é o mais importante para o Brasil”, disse.

Marcelo revelou ainda que a conversa ocorreu na quinta-feira (23) e que, antes da ligação, Lula já havia tratado do assunto com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o senador Omar Aziz (PSD).

“Eu falei com ele, falei com o presidente Edinho. Pelo que eu entendi, ele, o presidente Edinho e o senador Omar já tinham conversado numa conversa prévia antes de falar comigo”, disse.

A declaração indica que a retirada da candidatura faz parte de uma articulação nacional do PT para manter a unidade da base de apoio do presidente nos estados, incluindo alianças com partidos como o MDB e o PSD.

Marcelo reconheceu que a decisão provocou frustração entre os filiados do partido no Amazonas, que defendiam uma candidatura própria ao Senado.

“Claro que é um momento de frustração enorme. A militância do PT está muito consternada”, disse.

Apesar disso, afirmou que continuará atuando na campanha.

“A minha história de militância não tem relação com mandato eletivo. Tem relação com propósito de vida. Serei um militante nas ruas por esse projeto de reeleição do presidente Lula, de eleição das bancadas do PT e dos candidatos da nossa base”, disse.


Leia mais

Convenção de Omar e Braga sem PT amplia impasse sobre candidatura de Marcelo Ramos

Marcelo Ramos diz que tem obrigação de ser a opção progressista que Braga não é


A retirada de Marcelo Ramos encerra, ao menos por enquanto, a possibilidade de o PT lançar candidatura própria ao Senado no Amazonas em 2026. A decisão reforça a estratégia nacional do presidente Lula de priorizar alianças nos estados para ampliar a sustentação política da campanha à reeleição.

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Segundo Marcelo, Lula repetiu um gesto semelhante ao que havia feito antes das eleições municipais de 2024, quando o convidou a se filiar ao PT e disputar a Prefeitura de Manaus.

“Da mesma forma que na eleição de 2024 o presidente Lula me fez um apelo para disputar a eleição, para me filiar ao PT, ele agora, em nome do projeto nacional e da unidade da nossa base política, me faz um apelo. Eu não tenho como confrontar o presidente”, afirmou.

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“Eu não tenho como gerar instabilidade no projeto de reeleição do presidente Lula, porque eu acho que isso é o mais importante para o Brasil”, disse.

Marcelo revelou ainda que a conversa ocorreu na quinta-feira (23) e que, antes da ligação, Lula já havia tratado do assunto com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o senador Omar Aziz (PSD).

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