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Marina Silva defende criação de teto para exploração de petróleo

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu que o Brasil deve considerar a imposição de um limite à produção de petróleo, semanas depois de o Brasil anunciar que fará parte como membro associado da Opep+, o grupo de países aliados à Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Em entrevista publicada nesta terça-feira (26/12) no jornal Financial Times, Marina Silva apontou para a necessidade de que esse debate possa ocorrer.

“Uma questão que terá de ser enfrentada é a questão dos limites, um teto para a exploração de petróleo. É um debate que não é fácil, mas que os países produtores de petróleo terão de enfrentar”, disse Marina Silva.

Ela acrescentou ainda que o foco na transição para uma economia verde precisa ser mantido.

“A segurança energética é necessária, mas também devemos pensar na transição. Ambas as coisas devem acontecer”, ressaltou.

“O Brasil é um produtor de petróleo. Esse é um debate que terá que ser feito, mesmo no contexto de guerras. Estamos comprometidos com a meta de triplicar a energia renovável. Mas tudo isso não pode ser feito se não discutirmos a questão dos limites à exploração”, completou.

Segundo o jornal, comentários de Marina Silva refletem “uma tensão” nos esforços do presidente Lula para jogar em ambos os lados do debate sobre o clima, realçando as questões ambientais do Brasil na proteção da ecologia crucial da Amazônia e ao mesmo tempo apoiando a perfuração de petróleo pelos benefícios econômicos.


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O jornal britânico enfatiza que o Ministério da Energia estabeleceu a meta de aumentar a produção de 3 milhões de barris por dia no ano passado para 5,4 milhões até o final da década.

A reportagem ainda destaca como a missão de Marina “enfrenta obstáculos até mesmo dentro da administração de esquerda, principalmente por parte do Ministério da Energia e da Petrobras, controlada pelo Estado, que esperam aproveitar os novos campos gigantes em alto-mar para aumentar a produção de petróleo”.

No momento do anúncio da adesão do Brasil à Opep+, às vésperas da Conferência da ONU sobre o Clima, o governo foi criticado por entidades como Greenpeace e WWF. A adesão ainda deixou membros do Itamaraty e do Ministério de Meio Ambiente irritados com o comportamento de Alexandre Silveira, ministro da energia do Brasil.

Durante a COP28, no início do mês, a decisão do Brasil de aderir à Opep+ como membro associado garantiu ao governo o antiprêmio Fóssil do Dia, da rede global de Organizações Não Governamentais (ONGs) ambientalistas Climate Action Network (CAN), destinado a denunciar aqueles governos que prejudicam o meio ambiente ou que tomam decisões políticas e diplomáticas contrárias aos objetivos da conferência internacional.

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu que o Brasil deve considerar a imposição de um limite à produção de petróleo, semanas depois de o Brasil anunciar que fará parte como membro associado da Opep+, o grupo de países aliados à Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Em entrevista publicada nesta terça-feira (26/12) no jornal Financial Times, Marina Silva apontou para a necessidade de que esse debate possa ocorrer.

“Uma questão que terá de ser enfrentada é a questão dos limites, um teto para a exploração de petróleo. É um debate que não é fácil, mas que os países produtores de petróleo terão de enfrentar”, disse Marina Silva.

Ela acrescentou ainda que o foco na transição para uma economia verde precisa ser mantido.

“A segurança energética é necessária, mas também devemos pensar na transição. Ambas as coisas devem acontecer”, ressaltou.

“O Brasil é um produtor de petróleo. Esse é um debate que terá que ser feito, mesmo no contexto de guerras. Estamos comprometidos com a meta de triplicar a energia renovável. Mas tudo isso não pode ser feito se não discutirmos a questão dos limites à exploração”, completou.

Segundo o jornal, comentários de Marina Silva refletem “uma tensão” nos esforços do presidente Lula para jogar em ambos os lados do debate sobre o clima, realçando as questões ambientais do Brasil na proteção da ecologia crucial da Amazônia e ao mesmo tempo apoiando a perfuração de petróleo pelos benefícios econômicos.


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No momento do anúncio da adesão do Brasil à Opep+, às vésperas da Conferência da ONU sobre o Clima, o governo foi criticado por entidades como Greenpeace e WWF. A adesão ainda deixou membros do Itamaraty e do Ministério de Meio Ambiente irritados com o comportamento de Alexandre Silveira, ministro da energia do Brasil.

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