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Mauro Campbell deixa a Corregedoria Nacional para assumir a vice-presidência do STJ

O ministro Mauro Campbell Marques será eleito, na próxima terça-feira (14), vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a segunda mais importante Corte do Poder Judiciário nacional. Será o mais alto cargo ocupado por um amazonense desde que o manauara Francisco Manoel Xavier de Albuquerque presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) no biênio 1981-1983.

O STJ marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição dos novos dirigentes da Corte para o biênio 2026-2028. Embora seja formalmente simbólico, ele define a composição da cúpula responsável por decisões administrativas e disciplinares relevantes do Judiciário, com impacto direto no funcionamento da Justiça em todo o país.

Pelo critério de antiguidade previsto no regimento interno da Corte, serão confirmados na presidência o ministro Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell na vice-presidência, com Benedito Gonçalves assumindo a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). Com 63 anos e seguindo essa mesma regra, Campbell Marques será o presidente do STJ no biênio 2029-2030.

A antecipação da eleição deste ano decorre da necessidade de submissão do nome do futuro corregedor ao Senado Federal, que deve realizar sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça. No caso, Mauro Campbell terá de renunciar à Corregedoria Nacional de Justiça para assumir a vice-presidência da Corte, dando lugar a Benedito.


Saiba mais:

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Histórico do ministro

Mauro Campbell construiu a trajetória dele no Poder Judiciário a partir do Ministério Público do Estado do Amazonas, onde ingressou em 1987. Natural de Manaus, ele ocupou funções de direção no órgão, incluindo o cargo de procurador-geral de Justiça.

Antes de chegar aos tribunais superiores, também exerceu funções no Poder Executivo estadual. Foi secretário de Justiça, secretário de Segurança Pública e secretário de Controle Interno do governo de Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes.

Em 2008, foi indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Superior Tribunal de Justiça, na vaga destinada a membros do Ministério Público. No tribunal, passou a integrar colegiados responsáveis por julgamentos na área de direito público, envolvendo temas relacionados à administração estatal.

Ao longo da carreira no STJ, também exerceu funções internas de coordenação e presidência de colegiados. Entre 2020 e 2022, integrou o Tribunal Superior Eleitoral, onde atuou como corregedor da Justiça Eleitoral.

Em 2024, assumiu a Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça responsável pela fiscalização administrativa e disciplinar do Judiciário. A função inclui a condução de inspeções, acompanhamento de tribunais e análise de condutas de magistrados.

Amazonenses nas Cortes Superiores

A presença de magistrados nascidos no Amazonas nas Cortes Superiores do Poder Judiciário é bastante restrita e, além de Mauro Campbell e Francisco Xavier de Albuquerque, ambos de Manaus, também chegou nas altas cortes o ex-governador do Amazonas Henoch Reis (1975-1979), que era de Manacapuru e integrou o pleno do Tribunal Federal de Recursos, que após a Constituição de 1988 passou a se chamar STJ.

Xavier de Albuquerque e Henoch Reis eram formados na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e chegaram ao STF e ao STJ, respectivamente, a partir de carreiras construídas em tribunais, ao passo que Campbell Marques é formado no Centro Universitário Metodista Bennett (UNIBENNETT), do Rio de Janeiro, e chegou ao STJ a partir da carreira no MPAM.

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O ministro Mauro Campbell Marques será eleito, na próxima terça-feira (14), vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a segunda mais importante Corte do Poder Judiciário nacional. Será o mais alto cargo ocupado por um amazonense desde que o manauara Francisco Manoel Xavier de Albuquerque presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) no biênio 1981-1983.

O STJ marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição dos novos dirigentes da Corte para o biênio 2026-2028. Embora seja formalmente simbólico, ele define a composição da cúpula responsável por decisões administrativas e disciplinares relevantes do Judiciário, com impacto direto no funcionamento da Justiça em todo o país.

Pelo critério de antiguidade previsto no regimento interno da Corte, serão confirmados na presidência o ministro Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell na vice-presidência, com Benedito Gonçalves assumindo a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). Com 63 anos e seguindo essa mesma regra, Campbell Marques será o presidente do STJ no biênio 2029-2030.

A antecipação da eleição deste ano decorre da necessidade de submissão do nome do futuro corregedor ao Senado Federal, que deve realizar sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça. No caso, Mauro Campbell terá de renunciar à Corregedoria Nacional de Justiça para assumir a vice-presidência da Corte, dando lugar a Benedito.


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Antes de chegar aos tribunais superiores, também exerceu funções no Poder Executivo estadual. Foi secretário de Justiça, secretário de Segurança Pública e secretário de Controle Interno do governo de Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes.

Em 2008, foi indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Superior Tribunal de Justiça, na vaga destinada a membros do Ministério Público. No tribunal, passou a integrar colegiados responsáveis por julgamentos na área de direito público, envolvendo temas relacionados à administração estatal.

Ao longo da carreira no STJ, também exerceu funções internas de coordenação e presidência de colegiados. Entre 2020 e 2022, integrou o Tribunal Superior Eleitoral, onde atuou como corregedor da Justiça Eleitoral.

Em 2024, assumiu a Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça responsável pela fiscalização administrativa e disciplinar do Judiciário. A função inclui a condução de inspeções, acompanhamento de tribunais e análise de condutas de magistrados.

Amazonenses nas Cortes Superiores

A presença de magistrados nascidos no Amazonas nas Cortes Superiores do Poder Judiciário é bastante restrita e, além de Mauro Campbell e Francisco Xavier de Albuquerque, ambos de Manaus, também chegou nas altas cortes o ex-governador do Amazonas Henoch Reis (1975-1979), que era de Manacapuru e integrou o pleno do Tribunal Federal de Recursos, que após a Constituição de 1988 passou a se chamar STJ.

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