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MPF: governador do Acre recebeu R$ 6,1 milhões em propina, aponta denúncia

Uma denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), aponta que a empresa Murano Construções e empresas subcontratadas – sendo o irmão do governador, Gledson Cameli, um dos sócios – teriam pagado propina ao chefe do executivo estadual acreano em valores que superam os R$ 6,1 milhões. O dinheiro teria sido repassado por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em um bairro nobre na cidade de São Paulo e um carro de luxo.

“Embora a denúncia trate apenas dos crimes praticados no âmbito do contrato firmado pelo governo estadual do Acre com a empresa Murano, há provas de que o esquema se manteve mesmo após o encerramento da contratação. Foram identificados oito contratos com ilegalidades, e a estimativa é que os prejuízos aos cofres públicos alcancem quase R$ 150 milhões”, diz documento do Ministério Público Federal.

A PGR pediu ao STF que o governador do Acre seja imediatamente afastado do cargo.


Leia mais:

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O relatório do MPF, de quase 200 páginas, apresentou material probatório dos crimes praticados e que tiveram como ponto de partida a fraude licitatória, que consistiu na adesão da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do Estado do Acre a uma ata de registro de preços vencida pela empresa Murano, que tem sede em Brasília (DF), e nunca havia prestado serviços no Estado do Acre.

“Com esse propósito, Gladson de Lima Cameli, Gledson de Lima Cameli, Hudson Marcelo Amaral de Souza, Gabriel Locher, Rodrigo Manoel Oliveira de Souza e Neyrander José Pereira de Souza ajustaram o modo pelo qual a gestão contratual se submeteria diretamente à autoridade dos irmãos Cameli, sem que sua participação nos lucros decorrentes fosse evidenciada”, diz trecho da denúncia.

Em nota, o governador do Acre afirmou que confia na justiça, se mantém à disposição para quaisquer esclarecimentos e continua com sua agenda na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28), que ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 30 de novembro e 12 de dezembro.

“Diante das publicações recentes veiculadas na imprensa acreana e nacional acerca de denúncia da Procuradoria-Geral da República, e, consequente, pedido de afastamento do exercício do mandato, o governador Gladson Cameli mantém sua confiança na Justiça, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos, bem como permanece cumprindo suas obrigações como chefe do Poder Executivo do Estado do Acre”, informa a nota do governador.

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Uma denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), aponta que a empresa Murano Construções e empresas subcontratadas – sendo o irmão do governador, Gledson Cameli, um dos sócios – teriam pagado propina ao chefe do executivo estadual acreano em valores que superam os R$ 6,1 milhões. O dinheiro teria sido repassado por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em um bairro nobre na cidade de São Paulo e um carro de luxo.

“Embora a denúncia trate apenas dos crimes praticados no âmbito do contrato firmado pelo governo estadual do Acre com a empresa Murano, há provas de que o esquema se manteve mesmo após o encerramento da contratação. Foram identificados oito contratos com ilegalidades, e a estimativa é que os prejuízos aos cofres públicos alcancem quase R$ 150 milhões”, diz documento do Ministério Público Federal.

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Em nota, o governador do Acre afirmou que confia na justiça, se mantém à disposição para quaisquer esclarecimentos e continua com sua agenda na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28), que ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 30 de novembro e 12 de dezembro.

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