O Musical “Paixão pela Vida”, realizado pela Igreja Presbiteriana de Manaus (IPMANAUS) há quase cinco décadas, pode ser declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Felipe Souza na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Segundo o projeto, o espetáculo é realizado no Estado desde o final da década de 1970 e reúne teatro, música e dança para representar passagens relacionadas à vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
O reconhecimento proposto não se limita às apresentações. O texto também considera como parte da manifestação cultural os processos de criação e confecção de figurinos, cenários e objetos cênicos, ensaios, produção artística e a participação voluntária de atores, cantores, bailarinos, músicos, artistas, equipes técnicas e demais colaboradores.
Tradição de quase 50 anos
De acordo com a justificativa, a trajetória começou com a cantata “Celebração pela Vida”, inicialmente restrita à comunidade da Igreja Presbiteriana de Manaus e baseada principalmente em teatro e narração. Ao longo dos anos, a produção incorporou música, dança, novas cenas e recursos cênicos, transformando-se em um espetáculo de grande dimensão.
A organização informa que o musical alcança cerca de 10 mil pessoas por ano e já foi apresentado em espaços como o Teatro Amazonas, Centro de Convenções Canaã, Teatro Nilton Lins e Studio 5, além de ter realizado apresentação em Itacoatiara.
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Musical também promove ação social
A proposta destaca ainda o caráter social do evento. Durante as apresentações, são arrecadados alimentos destinados posteriormente a famílias em situação de vulnerabilidade.
O “Paixão pela Vida” já foi incluído no Calendário Cultural de Manaus, por meio da Lei Municipal nº 2.629, de 2020.
Na justificativa, Felipe Souza argumenta que o reconhecimento estadual não considera apenas o caráter religioso do espetáculo, mas sua trajetória cultural, artística e comunitária, além da transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações.
Se aprovado pela Aleam, o musical passará a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial do Estado.
