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PEC que trata fim da reeleição tem ‘pegadinha’ em ampliar mandato de senador para 10 anos, dispara Eduardo Girão

A declaração aconteceu durante entrevista à TV Senado, onde o tema abordado foi a PEC 12/2022, que propõe o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito, além de aumentar os mandatos no Executivo de quatro para cinco anos, a partir de 2026

Nesta segunda-feira (19/5), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) comentou sobre proposta de emenda à Constituição que acaba com a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos (PEC 12/2022). A entrevista aconteceu para a TV Senado.

O texto apresentado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), além de propor o fim da reeleição, o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), incluiu o aumento de mandatos, de quatro para cinco anos, para prefeitos, governadores, presidente da República, vereadores e deputados estaduais, distritais e federais.

No caso dos senadores, eles teriam o mandato ampliado de oito para dez anos, algo que deixou o parlamentar nada contente com a proposta e alertou a população brasileira sobre isso.

“Peço a você que se mobilize enquanto é tempo, cidadão brasileiro, colocaram lá um jabuti né, que é para todos os mandatos ficarem cinco anos, ok, mas o senador, querem passar para dez anos. Vocês já imaginaram se oito anos é que é tempo demais, é uma tendência de acomodação, de perpetuação porque são emendas parlamentares, benefício de tudo que é jeito, querem aumentar para dez anos e a democracia, onde é que fica? E a oxigenação para você vir para a política, para outra pessoa trazer novas ideias, onde é que fica?”, questionou o senador.

Apesar da crítica, o parlamentar acredita que pode ter chances de esse impasse ser barrado pelos colegas.

“Acho que isso aqui não passa no Senado, pelo menos que a gente tem conversado com os senadores diretos de diversos partidos. Mas esses dez anos estão na boquinha para passar. Isso é péssimo sobre todos os aspectos, até porque é como se tivesse advogando em causa própria os senadores da casa”, frisou. “Como deputado, vai ser prefeito, presidente da República, governador. Por que o senador não fica cinco anos também? Então, vamos lutar para que isso ocorra e para que o jogo fique mais justo, mais correto e mais democrático”,

Assista:


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Fim da reeleição

Nesta quarta-feira, 21/5, A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pode votar a PEC que acaba com a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos (PEC 12/2022). Com seis itens na pauta, a reunião está marcada para 9h.

O texto apresentado pelo relator prevê também a unificação das eleições para todos os cargos no país a cada cinco anos, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Para ele, a medida deve gerar economia de recursos públicos e mais previsibilidade.

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Nesta segunda-feira (19/5), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) comentou sobre proposta de emenda à Constituição que acaba com a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos (PEC 12/2022). A entrevista aconteceu para a TV Senado.

O texto apresentado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), além de propor o fim da reeleição, o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), incluiu o aumento de mandatos, de quatro para cinco anos, para prefeitos, governadores, presidente da República, vereadores e deputados estaduais, distritais e federais.

No caso dos senadores, eles teriam o mandato ampliado de oito para dez anos, algo que deixou o parlamentar nada contente com a proposta e alertou a população brasileira sobre isso.

“Peço a você que se mobilize enquanto é tempo, cidadão brasileiro, colocaram lá um jabuti né, que é para todos os mandatos ficarem cinco anos, ok, mas o senador, querem passar para dez anos. Vocês já imaginaram se oito anos é que é tempo demais, é uma tendência de acomodação, de perpetuação porque são emendas parlamentares, benefício de tudo que é jeito, querem aumentar para dez anos e a democracia, onde é que fica? E a oxigenação para você vir para a política, para outra pessoa trazer novas ideias, onde é que fica?”, questionou o senador.

Apesar da crítica, o parlamentar acredita que pode ter chances de esse impasse ser barrado pelos colegas.

“Acho que isso aqui não passa no Senado, pelo menos que a gente tem conversado com os senadores diretos de diversos partidos. Mas esses dez anos estão na boquinha para passar. Isso é péssimo sobre todos os aspectos, até porque é como se tivesse advogando em causa própria os senadores da casa”, frisou. “Como deputado, vai ser prefeito, presidente da República, governador. Por que o senador não fica cinco anos também? Então, vamos lutar para que isso ocorra e para que o jogo fique mais justo, mais correto e mais democrático”,

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