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PF realiza operação contra Zambelli e hacker, acusados de invadir o Judiciário

Invasão de hacker incluiu mandado falso de prisão de Alexandre de Moraes; assessores de Zambelli também tiveram sigilo quebrado.

Nesta quarta-feira, 2, a Polícia Federal prendeu o hacker Walter Delgatti, que ficou conhecido pelo acesso de mensagens da Operação Lava Jato, e também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Delgatti e Zambelli estariam envolvidos numa invasão no sistema informatizado do Poder Judiciário.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou também, entre outras medidas, a apreensão do passaporte de Zambelli, além de armas e bens acima de R$ 10 mil cuja origem não seja comprovadamente legal.

Os crimes investigados pela PF ocorreram entre 4 e 6 de janeiro de 2023, quando teriam sido inseridos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, possivelmente, de outros tribunais pelo país, 11 alvarás de soltura de indivíduos presos por motivos diversos, além de um mandado de prisão falso contra o ministro Moraes.


Leia mais:

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Conselho de Ética da Câmara abre processos contra Zambelli, Nikolas e Eduardo Bolsonaro


O ministro Flávio Dino, da Justiça, postou sobre a operação da PF no Twitter:

O ministro também ordenou a quebra de sigilo bancário de Jean Hernani Guimarães Vilela, assessor da deputada na Câmara dos Deputados, e de Renan Cesar Silva Goulart, ex-assessor de Carla Zambelli. Segundo investigação da PF, Delgatti teria recebido pelo menos R$ 13,5 mil de assessores da deputada, como suposto pagamento pelo serviço da invasão.

Esta é a terceira prisão de Delgatti, que também estava envolvido no “Vaza Jato”, o vazamento de mensagens de integrantes da operação Lava Jato que causou polêmica em 2019.

Em depoimento anterior à PF, Delgatti disse que participou de reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, intermediada por Zambelli, na qual foi perguntado se seria possível invadir o sistema de urnas eletrônicas de posse do código-fonte dos equipamentos. O hacker disse aos investigadores, no entanto, que “isso não foi adiante”.

Já Zambelli ainda responde a processo por ter perseguido, com uma pistola em punho, um jornalista em bairro de São Paulo na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no ano passado. Ela também já enfrenta inquérito na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados: o PSB acusa a deputada de quebra de decoro parlamentar, por ter xingado e constrangido o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) durante audiência com o ministro da Justiça, Flávio Dino.

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Nesta quarta-feira, 2, a Polícia Federal prendeu o hacker Walter Delgatti, que ficou conhecido pelo acesso de mensagens da Operação Lava Jato, e também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Delgatti e Zambelli estariam envolvidos numa invasão no sistema informatizado do Poder Judiciário.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou também, entre outras medidas, a apreensão do passaporte de Zambelli, além de armas e bens acima de R$ 10 mil cuja origem não seja comprovadamente legal.

Os crimes investigados pela PF ocorreram entre 4 e 6 de janeiro de 2023, quando teriam sido inseridos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, possivelmente, de outros tribunais pelo país, 11 alvarás de soltura de indivíduos presos por motivos diversos, além de um mandado de prisão falso contra o ministro Moraes.


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O ministro também ordenou a quebra de sigilo bancário de Jean Hernani Guimarães Vilela, assessor da deputada na Câmara dos Deputados, e de Renan Cesar Silva Goulart, ex-assessor de Carla Zambelli. Segundo investigação da PF, Delgatti teria recebido pelo menos R$ 13,5 mil de assessores da deputada, como suposto pagamento pelo serviço da invasão.

Esta é a terceira prisão de Delgatti, que também estava envolvido no “Vaza Jato”, o vazamento de mensagens de integrantes da operação Lava Jato que causou polêmica em 2019.

Em depoimento anterior à PF, Delgatti disse que participou de reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, intermediada por Zambelli, na qual foi perguntado se seria possível invadir o sistema de urnas eletrônicas de posse do código-fonte dos equipamentos. O hacker disse aos investigadores, no entanto, que “isso não foi adiante”.

Já Zambelli ainda responde a processo por ter perseguido, com uma pistola em punho, um jornalista em bairro de São Paulo na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no ano passado. Ela também já enfrenta inquérito na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados: o PSB acusa a deputada de quebra de decoro parlamentar, por ter xingado e constrangido o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) durante audiência com o ministro da Justiça, Flávio Dino.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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