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Repercussões do perdão de Bolsonaro a deputado: Rede vai ao STF e políticos se pronunciam

Rede vai ao STF para anular decreto de perdão presidencial; enquanto isso, políticos se manifestam sobre atitude de Bolsonaro.

O indulto presidencial concedido por Jair Bolsonaro (PL) ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) já está causando repercussões em Brasília. Hoje, o partido Rede Sustentabilidade anunciou que entrará com ação junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para anular o perdão da pena do deputado, condenado a 8 anos de prisão em regime fechado pelo próprio STF um dia antes.

A Rede entrará com Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para pedir que o plenário do STF vote uma medida liminar que suspenda o decreto presidencial que perdoou a pena do deputado bolsonarista. O pedido foi protocolado pela advogada do partido, Flávia Calado Pereira. A Rede argumenta que o decreto deve ser anulado porque o processo de Daniel Silveira ainda não transitou em julgado, ou seja, não foram esgotados todos os recursos possíveis.


Leia mais:

Bolsonaro concede perdão a crimes de Deputado Daniel Silveira, condenado pelo STF

Por dez votos a um, STF forma maioria para condenar Daniel Silveira


O senador da Rede, Randolfe Rodrigues, afirmou sobre o caso:

“Jair Bolsonaro consegue esculhambar tanto as instituições do país que acaba criando situações sem precedentes”.

Outros políticos se manifestaram sobre a atitude do presidente. Ciro Gomes, pré-candidato à presidência, afirmou:

“(…) é uma desgraça institucional. Amanhã o PDT entrará com medida no STF para anular mais este desatino”.

Eduardo Leite (PSDB), ex-governador do Rio Grande do Sul:

“Defender invasão ao STF e agressão a ministro não é liberdade de opinião, é crime (…). O indulto presidencial ao condenado afronta ao STF, à democracia e aos brasileiros que respeitam os limites constitucionais”.

Marcelo Ramos, deputado federal (PSD-AM) e vice-presidente da Câmara:

“Bolsonaro sabe que o decreto é absolutamente inconstitucional. Não cabe indulto pra anular processo que não transitou em julgado. Só quer mobilizar os minions e desviar a atenção do que ele é a incapaz de dar respostas: a fome, o desemprego, a inflação e a corrupção no governo dele”.

O deputado federal Delegado Pablo (União Brasil), em entrevista na Rádio e TV Onda Digital, que o mandatário agiu dentro da lei para corrigir “uma distorção do STF”. Ele disse:

“A Constituição prevê certas balizas legais, mas resguarda o direito inviolável do parlamentar à liberdade de expressão. Concordo com o voto do ministro Cássio Nunes Marques, que afirmou que o deputado estava sendo julgado não apenas por mensagens nas redes sociais, mas também por discursos na tribuna”.

Já o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu que seja mantido o perdão presidencial. Ele afirmou em nota:

“Há uma prerrogativa do presidente da República prevista na Constituição Federal de conceder graça e indulto a quem seja condenado por crime. Certo ou errado, expressão de impunidade ou não, é esse o comando constitucional, que deve ser observado”.

Com informações de CNN Brasil e G1.
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O indulto presidencial concedido por Jair Bolsonaro (PL) ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) já está causando repercussões em Brasília. Hoje, o partido Rede Sustentabilidade anunciou que entrará com ação junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para anular o perdão da pena do deputado, condenado a 8 anos de prisão em regime fechado pelo próprio STF um dia antes.

A Rede entrará com Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para pedir que o plenário do STF vote uma medida liminar que suspenda o decreto presidencial que perdoou a pena do deputado bolsonarista. O pedido foi protocolado pela advogada do partido, Flávia Calado Pereira. A Rede argumenta que o decreto deve ser anulado porque o processo de Daniel Silveira ainda não transitou em julgado, ou seja, não foram esgotados todos os recursos possíveis.


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“(…) é uma desgraça institucional. Amanhã o PDT entrará com medida no STF para anular mais este desatino”.

Eduardo Leite (PSDB), ex-governador do Rio Grande do Sul:

“Defender invasão ao STF e agressão a ministro não é liberdade de opinião, é crime (…). O indulto presidencial ao condenado afronta ao STF, à democracia e aos brasileiros que respeitam os limites constitucionais”.

Marcelo Ramos, deputado federal (PSD-AM) e vice-presidente da Câmara:

“Bolsonaro sabe que o decreto é absolutamente inconstitucional. Não cabe indulto pra anular processo que não transitou em julgado. Só quer mobilizar os minions e desviar a atenção do que ele é a incapaz de dar respostas: a fome, o desemprego, a inflação e a corrupção no governo dele”.

O deputado federal Delegado Pablo (União Brasil), em entrevista na Rádio e TV Onda Digital, que o mandatário agiu dentro da lei para corrigir “uma distorção do STF”. Ele disse:

“A Constituição prevê certas balizas legais, mas resguarda o direito inviolável do parlamentar à liberdade de expressão. Concordo com o voto do ministro Cássio Nunes Marques, que afirmou que o deputado estava sendo julgado não apenas por mensagens nas redes sociais, mas também por discursos na tribuna”.

Já o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu que seja mantido o perdão presidencial. Ele afirmou em nota:

“Há uma prerrogativa do presidente da República prevista na Constituição Federal de conceder graça e indulto a quem seja condenado por crime. Certo ou errado, expressão de impunidade ou não, é esse o comando constitucional, que deve ser observado”.

Com informações de CNN Brasil e G1.
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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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