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Sem emprego na Itália, Zambelli pede R$ 50 mensais a apoiadores

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pediu ajuda financeira a apoiadores para custear sua permanência na Itália. Sem conseguir abrir uma conta bancária ou obter emprego no país, ela anunciou a criação de uma comunidade on-line com mensalidade de R$ 50. A proposta prevê acesso a conteúdos exclusivos e relatos de experiências pessoais.

O anúncio foi feito em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (2). Na gravação, Zambelli atribuiu as dificuldades que enfrenta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol, em razão de uma investigação sobre invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), prejudicou suas tentativas de abrir uma conta bancária.

“Moraes destruiu a minha vida […] ele colocou na Interpol um crime de invasão com prejuízo financeiro, que dá a entender que eu roubei um banco. Então, nenhum banco do mundo, seja digital ou daqui da Itália, quer abrir uma conta para mim”, declarou.

A ex-parlamentar também afirmou que a falta de uma conta bancária dificulta sua contratação por empresas italianas, que, segundo ela, exigem dados bancários para depositar os salários. As dificuldades relatadas, no entanto, não foram comprovadas de forma independente.

Em junho de 2025, Moraes determinou o bloqueio dos bens e ativos de Zambelli após sua saída do Brasil. Na mesma ocasião, o ministro decretou a prisão preventiva da ex-deputada, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Conteúdos exclusivos

Para arrecadar recursos, a ex-deputada lançou uma comunidade on-line com assinatura mensal de R$ 50. A iniciativa prevê a publicação de conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas de conhecimento, além de relatos de experiências pessoais, incluindo o período em que esteve presa na Itália.

Durante o anúncio, Zambelli reconheceu que parte de seus seguidores não tem condições de pagar pela assinatura, mas pediu contribuições àqueles que acompanharam e apoiaram sua trajetória política.

“Se você um dia me admirou, eu te peço essa ajuda, para que você entre nessa comunidade e faça a sua inscrição, para que eu possa me manter aqui na Itália, até as coisas se resolverem no Brasil”, afirmou.

Segundo a ex-deputada, o dinheiro arrecadado com as assinaturas será utilizado para custear suas despesas pessoais até que consiga trabalhar e reorganizar sua situação financeira.


Leia mais:

Justiça italiana faz nova audiência sobre extradição de Zambelli

STF pode liberar Carla Zambelli para votar no Brasil? Entenda o que está em jogo


Processos no Brasil

Zambelli deixou o Brasil em 2025, após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica. O caso envolve a inserção de documentos falsos nos sistemas do órgão, entre eles um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes.

Ela foi presa em Roma, em julho de 2025, após pedido das autoridades brasileiras. Em maio de 2026, deixou a prisão depois que a Justiça italiana decidiu contra sua extradição nesse processo.

A ex-deputada também foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em razão de um episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2022. Na ocasião, perseguiu um homem armado pelas ruas de São Paulo.

Esse segundo processo ainda é objeto de análise pelas autoridades italianas. Em 27 de outubro, a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro o julgamento do pedido de extradição apresentado pelo Brasil. A defesa solicitou mais tempo para examinar documentos relacionados às condições do sistema prisional brasileiro.

Até a nova data, Zambelli permanece em liberdade na Itália, enquanto aguarda a decisão sobre sua extradição.

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A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pediu ajuda financeira a apoiadores para custear sua permanência na Itália. Sem conseguir abrir uma conta bancária ou obter emprego no país, ela anunciou a criação de uma comunidade on-line com mensalidade de R$ 50. A proposta prevê acesso a conteúdos exclusivos e relatos de experiências pessoais.

O anúncio foi feito em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (2). Na gravação, Zambelli atribuiu as dificuldades que enfrenta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol, em razão de uma investigação sobre invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), prejudicou suas tentativas de abrir uma conta bancária.

“Moraes destruiu a minha vida […] ele colocou na Interpol um crime de invasão com prejuízo financeiro, que dá a entender que eu roubei um banco. Então, nenhum banco do mundo, seja digital ou daqui da Itália, quer abrir uma conta para mim”, declarou.

A ex-parlamentar também afirmou que a falta de uma conta bancária dificulta sua contratação por empresas italianas, que, segundo ela, exigem dados bancários para depositar os salários. As dificuldades relatadas, no entanto, não foram comprovadas de forma independente.

Em junho de 2025, Moraes determinou o bloqueio dos bens e ativos de Zambelli após sua saída do Brasil. Na mesma ocasião, o ministro decretou a prisão preventiva da ex-deputada, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Conteúdos exclusivos

Para arrecadar recursos, a ex-deputada lançou uma comunidade on-line com assinatura mensal de R$ 50. A iniciativa prevê a publicação de conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas de conhecimento, além de relatos de experiências pessoais, incluindo o período em que esteve presa na Itália.

Durante o anúncio, Zambelli reconheceu que parte de seus seguidores não tem condições de pagar pela assinatura, mas pediu contribuições àqueles que acompanharam e apoiaram sua trajetória política.

“Se você um dia me admirou, eu te peço essa ajuda, para que você entre nessa comunidade e faça a sua inscrição, para que eu possa me manter aqui na Itália, até as coisas se resolverem no Brasil”, afirmou.

Segundo a ex-deputada, o dinheiro arrecadado com as assinaturas será utilizado para custear suas despesas pessoais até que consiga trabalhar e reorganizar sua situação financeira.


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Ela foi presa em Roma, em julho de 2025, após pedido das autoridades brasileiras. Em maio de 2026, deixou a prisão depois que a Justiça italiana decidiu contra sua extradição nesse processo.

A ex-deputada também foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em razão de um episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2022. Na ocasião, perseguiu um homem armado pelas ruas de São Paulo.

Esse segundo processo ainda é objeto de análise pelas autoridades italianas. Em 27 de outubro, a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro o julgamento do pedido de extradição apresentado pelo Brasil. A defesa solicitou mais tempo para examinar documentos relacionados às condições do sistema prisional brasileiro.

Até a nova data, Zambelli permanece em liberdade na Itália, enquanto aguarda a decisão sobre sua extradição.

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