Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Servidores do TRT-1 protestam contra condições precárias de trabalho

Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) fizeram na manhã desta quarta-feira (17/01) um protesto contra cobranças excessivas que julgadores de primeira instância dizem estar sofrendo dentro do órgão. Em discurso, a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1), Daniela Vale da Rocha Muller, dirigiu-se ao corregedor regional do tribunal, desembargador Marcelo Augusto Souto de Oliveira: “Não podemos dar mais, como exige o corregedor”.

A manifestação ocorreu durante a abertura do XIV Fórum de Gestão Judiciária do TRT-1, para o qual foram convocados magistrados do trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro). Na ocasião, parte dos participantes, usou no lugar de seus nomes a frase-slogan “Respeito ao 1º Grau”. Outros, além disso, desligaram a câmera de vídeo no momento da fala do corregedor. Os juízes associados à Ajutra, por sua vez, optaram por usar um fundo de tela com a mesma frase e o logotipo da associação.

“É preciso combater a gestão por estresse, implementada ao longo de 2023, onde a intensa e massacrante cobrança por resultado e alcance de metas é feita através de determinações dissociadas da nossa realidade material”, afirmou Muller, no discurso que fez na mesa de abertura do evento virtual. Estavam presentes o corregedor e o presidente do TRT-1, desembargador Cesar Marques Carvalho.


Leia mais:

STF: Tribunais de Contas podem condenar governadores e prefeitos por irregularidades

Ricardo Lewandowski renuncia à Presidência do Tribunal do Mercosul


Segundo ela, as licenças médicas concedidas a magistrados do tribunal aumentaram exponencialmente.

“O ano de 2023 registrou um volume de licenças médicas jamais observado. Patologias psíquicas (CID-F) passaram de 202 dias em todo ano de 2022 para inacreditáveis 1.192 dias no período de janeiro a agosto de 2023”, disse.

“Conclamo cada um de vocês a se levantarem em defesa dos nossos juízes de primeiro grau, a promover um ambiente saudável e de respeito e a trabalhar juntos para erradicar a injustiça que tem maculado nossa casa”, afirmou a presidente da Associação dos Juízes do Trabalho (Ajutra), a juíza Patrícia Vianna de Medeiros Ribeiro.

O que diz o corregedor

O desembargador Marcelo de Oliveira, corregedor regional do TRT-1 no biênio 2023-2025, diz que faz uma gestão para cumprir as metas do CNJ, rebatendo críticas de morosidade da Justiça feitas por parcela da sociedade.

“Os juízes partem de premissas falsas”, rebateu o desembargador. “Além disso, é preciso levar em consideração que estudos de diferentes instituições apontam para o crescimento de problemas de saúde mental no mundo todo a partir da pandemia de Covid-19”.

De acordo com Marcelo de Oliveira, “o tribunal fluminense não conseguiu em grande parte cumprir as metas do CNJ, com exceção do período de dois anos pós-reforma trabalhista (2017-2019), quando o número de processos na Justiça do Trabalho caiu por causa das novidades previstas na norma. No ano passado, em contrapartida, o TRT-1 subiu do último lugar entre os TRTs de grande porte para o primeiro lugar na Meta 1 do CNJ.

Na opinião do magistrado, o número de processos por semana pode aumentar, de 40 audiências para entre 50 e 54. Mais um ponto de discórdia entre ele e as entidades associativas dos juízes.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) fizeram na manhã desta quarta-feira (17/01) um protesto contra cobranças excessivas que julgadores de primeira instância dizem estar sofrendo dentro do órgão. Em discurso, a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1ª Região (Amatra1), Daniela Vale da Rocha Muller, dirigiu-se ao corregedor regional do tribunal, desembargador Marcelo Augusto Souto de Oliveira: “Não podemos dar mais, como exige o corregedor”.

A manifestação ocorreu durante a abertura do XIV Fórum de Gestão Judiciária do TRT-1, para o qual foram convocados magistrados do trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro). Na ocasião, parte dos participantes, usou no lugar de seus nomes a frase-slogan “Respeito ao 1º Grau”. Outros, além disso, desligaram a câmera de vídeo no momento da fala do corregedor. Os juízes associados à Ajutra, por sua vez, optaram por usar um fundo de tela com a mesma frase e o logotipo da associação.

“É preciso combater a gestão por estresse, implementada ao longo de 2023, onde a intensa e massacrante cobrança por resultado e alcance de metas é feita através de determinações dissociadas da nossa realidade material”, afirmou Muller, no discurso que fez na mesa de abertura do evento virtual. Estavam presentes o corregedor e o presidente do TRT-1, desembargador Cesar Marques Carvalho.


Leia mais:

STF: Tribunais de Contas podem condenar governadores e prefeitos por irregularidades

Ricardo Lewandowski renuncia à Presidência do Tribunal do Mercosul


Segundo ela, as licenças médicas concedidas a magistrados do tribunal aumentaram exponencialmente.

“O ano de 2023 registrou um volume de licenças médicas jamais observado. Patologias psíquicas (CID-F) passaram de 202 dias em todo ano de 2022 para inacreditáveis 1.192 dias no período de janeiro a agosto de 2023”, disse.

“Conclamo cada um de vocês a se levantarem em defesa dos nossos juízes de primeiro grau, a promover um ambiente saudável e de respeito e a trabalhar juntos para erradicar a injustiça que tem maculado nossa casa”, afirmou a presidente da Associação dos Juízes do Trabalho (Ajutra), a juíza Patrícia Vianna de Medeiros Ribeiro.

O que diz o corregedor

O desembargador Marcelo de Oliveira, corregedor regional do TRT-1 no biênio 2023-2025, diz que faz uma gestão para cumprir as metas do CNJ, rebatendo críticas de morosidade da Justiça feitas por parcela da sociedade.

“Os juízes partem de premissas falsas”, rebateu o desembargador. “Além disso, é preciso levar em consideração que estudos de diferentes instituições apontam para o crescimento de problemas de saúde mental no mundo todo a partir da pandemia de Covid-19”.

De acordo com Marcelo de Oliveira, “o tribunal fluminense não conseguiu em grande parte cumprir as metas do CNJ, com exceção do período de dois anos pós-reforma trabalhista (2017-2019), quando o número de processos na Justiça do Trabalho caiu por causa das novidades previstas na norma. No ano passado, em contrapartida, o TRT-1 subiu do último lugar entre os TRTs de grande porte para o primeiro lugar na Meta 1 do CNJ.

Na opinião do magistrado, o número de processos por semana pode aumentar, de 40 audiências para entre 50 e 54. Mais um ponto de discórdia entre ele e as entidades associativas dos juízes.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Guardas de Manaus podem ser recompensados por apreensões, operações e capacitação

Os guardas municipais de Manaus poderão receber incentivos financeiros por resultados obtidos no exercício da função, caso seja aprovado projeto de lei em tramitação...

O silêncio de Roberto Cidade após 4 de julho

Roberto Cidade (União Brasil) não fez nenhum pronunciamento sobre reeleição nos quase três meses em que governa o Amazonas. A partir deste sábado (4),...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Conta de esgoto pode ficar mais barata em Manaus 

Moradores de Manaus podem pagar menos pela tarifa de esgotamento sanitário se for aprovado um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de...

Alunos de Manaus não poderão ser obrigados a participar de atividades religiosas

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pode alterar a forma como atividades religiosas são realizadas nas escolas da...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Deputados confrontam presidência da Aleam por sessão às pressas

A sessão extraordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizada nesta quarta-feira (1º), foi marcada por um embate entre parlamentares sobre a forma como...

Seu celular pode virar canal de denúncia para calçadas irregulares em Manaus; entenda o projeto

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pretende transformar o celular dos moradores em uma ferramenta de fiscalização da...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Guardas de Manaus podem ser recompensados por apreensões, operações e capacitação

Os guardas municipais de Manaus poderão receber incentivos financeiros por resultados obtidos no exercício da função, caso seja aprovado projeto de lei em tramitação...

O silêncio de Roberto Cidade após 4 de julho

Roberto Cidade (União Brasil) não fez nenhum pronunciamento sobre reeleição nos quase três meses em que governa o Amazonas. A partir deste sábado (4),...

Conta de esgoto pode ficar mais barata em Manaus 

Moradores de Manaus podem pagar menos pela tarifa de esgotamento sanitário se for aprovado um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de...

Alunos de Manaus não poderão ser obrigados a participar de atividades religiosas

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pode alterar a forma como atividades religiosas são realizadas nas escolas da...

Deputados confrontam presidência da Aleam por sessão às pressas

A sessão extraordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizada nesta quarta-feira (1º), foi marcada por um embate entre parlamentares sobre a forma como...

Seu celular pode virar canal de denúncia para calçadas irregulares em Manaus; entenda o projeto

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pretende transformar o celular dos moradores em uma ferramenta de fiscalização da...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]