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Servidores novatos da Abin foram usados para tentar ligar o STF ao PCC, diz PF

As informações de investigação da Polícia Federal (PF) apontam que servidores novatos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teriam sido usados no esquema de espionagem ilegal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o site Metrópoles, três desses novatos são apontados como participantes da tentativa de vincular ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A PF diz que eles seriam obrigados  a realizar consultas no software israelense FirstMile para verificar a localização de alvos apontados por delegados da PF que faziam parte da cúpula da Abin entre 2019 e 2022.

O FirstMile é uma ferramenta de geolocalização que permite identificar as movimentações de pessoas por meio dos celulares delas. O software permite o monitoramento de até 10 mil celulares a cada 12 meses, bastando digitar o número da pessoa. Além disso, a aplicação cria históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados.

Conforme as informações da PF, a suspeita é que os novos servidores eram utilizados na cúpula da Abin de Bolsonaro, para conseguir as consultas ilegais. O resultado do esquema de espionagem apontado pela PF foi a tentativa de vincular os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes à advogada Nicole Fabre, da ONG Anjos da Liberdade.

A advogada fazia lobby contra uma portaria do Ministério da Justiça que limitava o contato presencial entre advogados e detentos em presídios federais. Segundo a PF, o objetivo da chamada “Abin paralela”, nesse caso, era alimentar a difusão de fake news contra os magistrados, sugerindo uma ligação do PCC com o STF.

FirstMile

Boa parte das consultas no software FirstMile foi feita por servidores recém-nomeados da Abin, de acordo com parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) do dia 22 de janeiro, baseado em pedido da PF.

O contrato para uso do software, assinado com a empresa Cognyte Brasil S.A., permitia até 11 mil consultas por ano, o que gera o potencial de até 33 mil consultas no prazo de três anos, período de vigência do contrato.

A Polícia Federal apontou, por exemplo, os nomes de quatro servidores que teriam feito consultas no FirstMile para a espionagem ilegal que tentava ligar PCC e STF. Dos quatro citados, três são servidores que entraram no último concurso, de 2018.

Por outro lado, o advogado Ricardo Wright Minussi Macedo, assistente do senador Alan Rick (União Brasil – AC), seria responsável por consolidar o relatório falso com as informações coletadas de maneira ilegal, denominado “previa mini docx”.


Veja mais:

Alexandre de Moraes autoriza acesso de Carlos Bolsonaro às investigações da PF sobre “Abin paralela”

Jornalista Daniela Lima pede desculpas ao vivo na GloboNews após notícia errada sobre Bolsonaro


Abin paralela

A Polícia Federal realizou ações nos dias 25 e 29 de janeiro, cumprindo mandados de busca e apreensão relacionados à investigação sobre a “Abin paralela”.

Na quinta-feira (25/1), os alvos foram policiais federais que faziam parte da diretoria da Abin durante o governo Bolsonaro, incluindo o então diretor da Agência, Alexandre Ramagem.

Já na última segunda (29/1), houve buscas em endereços do filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), além de assessores dele, de Ramagem e um militar que seria ligado ao esquema. Carlos é suspeito de receber informações do esquema ilegal de espionagem.

*com informações Metrópoles

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As informações de investigação da Polícia Federal (PF) apontam que servidores novatos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teriam sido usados no esquema de espionagem ilegal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o site Metrópoles, três desses novatos são apontados como participantes da tentativa de vincular ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A PF diz que eles seriam obrigados  a realizar consultas no software israelense FirstMile para verificar a localização de alvos apontados por delegados da PF que faziam parte da cúpula da Abin entre 2019 e 2022.

O FirstMile é uma ferramenta de geolocalização que permite identificar as movimentações de pessoas por meio dos celulares delas. O software permite o monitoramento de até 10 mil celulares a cada 12 meses, bastando digitar o número da pessoa. Além disso, a aplicação cria históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados.

Conforme as informações da PF, a suspeita é que os novos servidores eram utilizados na cúpula da Abin de Bolsonaro, para conseguir as consultas ilegais. O resultado do esquema de espionagem apontado pela PF foi a tentativa de vincular os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes à advogada Nicole Fabre, da ONG Anjos da Liberdade.

A advogada fazia lobby contra uma portaria do Ministério da Justiça que limitava o contato presencial entre advogados e detentos em presídios federais. Segundo a PF, o objetivo da chamada “Abin paralela”, nesse caso, era alimentar a difusão de fake news contra os magistrados, sugerindo uma ligação do PCC com o STF.

FirstMile

Boa parte das consultas no software FirstMile foi feita por servidores recém-nomeados da Abin, de acordo com parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) do dia 22 de janeiro, baseado em pedido da PF.

O contrato para uso do software, assinado com a empresa Cognyte Brasil S.A., permitia até 11 mil consultas por ano, o que gera o potencial de até 33 mil consultas no prazo de três anos, período de vigência do contrato.

A Polícia Federal apontou, por exemplo, os nomes de quatro servidores que teriam feito consultas no FirstMile para a espionagem ilegal que tentava ligar PCC e STF. Dos quatro citados, três são servidores que entraram no último concurso, de 2018.

Por outro lado, o advogado Ricardo Wright Minussi Macedo, assistente do senador Alan Rick (União Brasil – AC), seria responsável por consolidar o relatório falso com as informações coletadas de maneira ilegal, denominado “previa mini docx”.


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A Polícia Federal realizou ações nos dias 25 e 29 de janeiro, cumprindo mandados de busca e apreensão relacionados à investigação sobre a “Abin paralela”.

Na quinta-feira (25/1), os alvos foram policiais federais que faziam parte da diretoria da Abin durante o governo Bolsonaro, incluindo o então diretor da Agência, Alexandre Ramagem.

Já na última segunda (29/1), houve buscas em endereços do filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), além de assessores dele, de Ramagem e um militar que seria ligado ao esquema. Carlos é suspeito de receber informações do esquema ilegal de espionagem.

*com informações Metrópoles

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