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STF rejeita por unanimidade a tese de “poder moderador” das Forças Armadas

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) descartaram a existência de um “poder moderador” das Forças Armadas e votaram por unanimidade contra essa tese. Apesar do julgamento, que ocorre em plenário virtual, terminar somente às 22h59 (de Manaus) desta segunda (08/04), todos os membros da Corte já votaram.

Por 11 votos a 0, o Supremo decidiu ainda que a Constituição não permite “intervenção militar constitucional” nem encoraja ruptura democrática.

O esclarecimento foi feito a partir de ação ajuizada pelo PDT, em 2020, e relatada pelo ministro Luiz Fux.

“Dessa forma, considerar as Forças Armadas como um ‘poder moderador’ significaria considerar o Poder Executivo um superpoder, acima dos demais, o que esvaziaria o artigo 85 da Constituição e imunizaria o Presidente da República de crimes de responsabilidade”, escreveu Fux.

Os ministros julgaram ação que questiona lei de 1999 que trata da atuação das Forças Armadas.

O partido contestou três pontos da lei: hierarquia “sob autoridade suprema do presidente da República”; definição de ações para destinação das Forças Armadas conforme a Constituição; atribuição do presidente da República para decidir a respeito do pedido dos demais Poderes sobre o emprego das Forças Armadas.


Leia mais:

STF descarta tese de ‘poder moderador’ das Forças Armadas; comandante do Exército concorda

TSE retira Forças Armadas e STF da fiscalização de urnas eletrônicas


Em seu voto, o ministro Flávio Dino, por exemplo, afirmou que é preciso eliminar “quaisquer teses que ultrapassem ou fraudem o real sentido do artigo 142 da Constituição Federal, fixado de modo imperativo e inequívoco por este Supremo Tribunal”.

Dino chegou a propor, no voto, que a eventual decisão do Supremo fosse enviada “para todas as organizações militares, inclusive escolas de formação, aperfeiçoamento e similares” a fim de combater a desinformação. Apenas cinco dos 11 ministros votaram nesse sentido, ou seja, não houve maioria.

*Com informações do Metrópoles

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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) descartaram a existência de um “poder moderador” das Forças Armadas e votaram por unanimidade contra essa tese. Apesar do julgamento, que ocorre em plenário virtual, terminar somente às 22h59 (de Manaus) desta segunda (08/04), todos os membros da Corte já votaram.

Por 11 votos a 0, o Supremo decidiu ainda que a Constituição não permite “intervenção militar constitucional” nem encoraja ruptura democrática.

O esclarecimento foi feito a partir de ação ajuizada pelo PDT, em 2020, e relatada pelo ministro Luiz Fux.

“Dessa forma, considerar as Forças Armadas como um ‘poder moderador’ significaria considerar o Poder Executivo um superpoder, acima dos demais, o que esvaziaria o artigo 85 da Constituição e imunizaria o Presidente da República de crimes de responsabilidade”, escreveu Fux.

Os ministros julgaram ação que questiona lei de 1999 que trata da atuação das Forças Armadas.

O partido contestou três pontos da lei: hierarquia “sob autoridade suprema do presidente da República”; definição de ações para destinação das Forças Armadas conforme a Constituição; atribuição do presidente da República para decidir a respeito do pedido dos demais Poderes sobre o emprego das Forças Armadas.


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Dino chegou a propor, no voto, que a eventual decisão do Supremo fosse enviada “para todas as organizações militares, inclusive escolas de formação, aperfeiçoamento e similares” a fim de combater a desinformação. Apenas cinco dos 11 ministros votaram nesse sentido, ou seja, não houve maioria.

*Com informações do Metrópoles

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