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Tecnologia x saúde mental: psicóloga explica impactos, riscos e formas de equilíbrio no mundo digital

Nos últimos anos, a relação entre tecnologia e saúde mental tornou-se um dos temas mais debatidos por especialistas. A psicóloga Ananda Leandra, em entrevista exclusiva à Rede Onda Digital, analisou de forma detalhada os efeitos positivos e negativos desse vínculo, os riscos do uso excessivo e as práticas que podem ajudar a manter o equilíbrio.

Segundo ela, a tecnologia pode ser tanto uma aliada quanto uma inimiga da saúde mental. Isso porque, ao mesmo tempo, em que garante acesso facilitado à informação e oferece ferramentas que melhoram a qualidade de vida, também expõe as pessoas a um volume excessivo de dados para o qual muitas vezes não estão preparadas.

“Vivemos em um cenário em que a informação chega de todos os lados, e nem sempre conseguimos filtrar ou lidar com essa sobrecarga. Esse excesso pode gerar consequências emocionais importantes”, destaca.

Redes sociais e saúde mental

As redes sociais, em especial, exercem forte influência sobre o comportamento humano. A psicóloga ressalta que o ser humano é, por natureza, um ser social, e todo o ambiente ao redor impacta sua forma de agir. No entanto, no ambiente virtual, as consequências podem ser ainda mais intensas.

“O excesso de exposição às redes pode potencializar questões já existentes fora do mundo digital. Situações de insegurança, baixa autoestima e ansiedade podem se intensificar. Muitas pessoas passam a comparar suas vidas com padrões irreais que veem online, o que aumenta os riscos de desenvolver sintomas de depressão”, afirma Ananda.

Redes sociais
(Foto: reprodução)

Quem são os mais impactados?

Embora não existam pesquisas conclusivas sobre o vício em tecnologia, a psicóloga observa que a geração atual é a mais impactada. Crianças e adolescentes, desde muito cedo, são expostos a aparelhos eletrônicos como forma de entretenimento, distração ou até para “ficarem em silêncio”.

“Essas gerações estão crescendo em contato intenso com a tecnologia desde a primeira infância. Isso molda sua forma de interação com o mundo de maneira muito diferente das gerações anteriores, que tiveram um contato mais tardio. Ainda estamos começando a estudar os efeitos disso, mas é nítido que a relação precoce aumenta os riscos de dependência digital”, avalia.

Crianças usando celular
(Foto: Reprodução)

Saiba mais:


Dependência digital

Segundo Ananda Leandra, o exagero no uso da tecnologia pode causar prejuízos físicos e emocionais. Ficar horas seguidas conectado, sem se alimentar adequadamente, sem praticar atividades físicas ou negligenciando atividades básicas da vida cotidiana, é um sinal claro de que o limite saudável foi ultrapassado.

“Por isso, é importante colocar limites, definir um tempo para começar e terminar o uso da tecnologia e também pensar sobre quanto desse tempo a gente realmente precisa estar online. Perguntar a si mesmo, por exemplo: ‘Será que estou me escondendo no mundo virtual para não encarar situações da vida real?’ pode ajudar a perceber quando há exagero”, disse a psicóloga.

Como manter o equilíbrio no uso da tecnologia?

Para a especialista, o segredo está em definir limites claros. Estabelecer horários para o início e o fim do uso de redes sociais ou jogos digitais é um passo fundamental. Além disso, é importante avaliar de forma crítica quanto tempo realmente é necessário estar conectado.

“Tudo que é exagerado faz mal. Se a tecnologia ocupa o lugar de necessidades básicas como sono, alimentação ou convívio social, é preciso rever os hábitos. Colocar limites e buscar momentos de desconexão são práticas essenciais para preservar a saúde mental”, explica.

A tecnologia como aliada da saúde mental

Apesar dos riscos, a psicóloga ressalta que a tecnologia também pode ser uma grande aliada no cuidado com a mente. Aplicativos de meditação, plataformas de terapia online e conteúdos educativos podem auxiliar tanto na prevenção quanto na intervenção em casos de uso excessivo.

“A tecnologia pode ajudar a conscientizar as pessoas sobre os efeitos negativos de uma exposição prolongada. Ao mesmo tempo, oferece recursos de apoio, como terapias digitais e espaços de acolhimento. Quando bem utilizada, pode ser uma ferramenta valiosa para a saúde mental”, conclui Ananda Leandra.

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Nos últimos anos, a relação entre tecnologia e saúde mental tornou-se um dos temas mais debatidos por especialistas. A psicóloga Ananda Leandra, em entrevista exclusiva à Rede Onda Digital, analisou de forma detalhada os efeitos positivos e negativos desse vínculo, os riscos do uso excessivo e as práticas que podem ajudar a manter o equilíbrio.

Segundo ela, a tecnologia pode ser tanto uma aliada quanto uma inimiga da saúde mental. Isso porque, ao mesmo tempo, em que garante acesso facilitado à informação e oferece ferramentas que melhoram a qualidade de vida, também expõe as pessoas a um volume excessivo de dados para o qual muitas vezes não estão preparadas.

“Vivemos em um cenário em que a informação chega de todos os lados, e nem sempre conseguimos filtrar ou lidar com essa sobrecarga. Esse excesso pode gerar consequências emocionais importantes”, destaca.

Redes sociais e saúde mental

As redes sociais, em especial, exercem forte influência sobre o comportamento humano. A psicóloga ressalta que o ser humano é, por natureza, um ser social, e todo o ambiente ao redor impacta sua forma de agir. No entanto, no ambiente virtual, as consequências podem ser ainda mais intensas.

“O excesso de exposição às redes pode potencializar questões já existentes fora do mundo digital. Situações de insegurança, baixa autoestima e ansiedade podem se intensificar. Muitas pessoas passam a comparar suas vidas com padrões irreais que veem online, o que aumenta os riscos de desenvolver sintomas de depressão”, afirma Ananda.

Redes sociais
(Foto: reprodução)

Quem são os mais impactados?

Embora não existam pesquisas conclusivas sobre o vício em tecnologia, a psicóloga observa que a geração atual é a mais impactada. Crianças e adolescentes, desde muito cedo, são expostos a aparelhos eletrônicos como forma de entretenimento, distração ou até para “ficarem em silêncio”.

“Essas gerações estão crescendo em contato intenso com a tecnologia desde a primeira infância. Isso molda sua forma de interação com o mundo de maneira muito diferente das gerações anteriores, que tiveram um contato mais tardio. Ainda estamos começando a estudar os efeitos disso, mas é nítido que a relação precoce aumenta os riscos de dependência digital”, avalia.

Crianças usando celular
(Foto: Reprodução)

Saiba mais:


Dependência digital

Segundo Ananda Leandra, o exagero no uso da tecnologia pode causar prejuízos físicos e emocionais. Ficar horas seguidas conectado, sem se alimentar adequadamente, sem praticar atividades físicas ou negligenciando atividades básicas da vida cotidiana, é um sinal claro de que o limite saudável foi ultrapassado.

“Por isso, é importante colocar limites, definir um tempo para começar e terminar o uso da tecnologia e também pensar sobre quanto desse tempo a gente realmente precisa estar online. Perguntar a si mesmo, por exemplo: ‘Será que estou me escondendo no mundo virtual para não encarar situações da vida real?’ pode ajudar a perceber quando há exagero”, disse a psicóloga.

Como manter o equilíbrio no uso da tecnologia?

Para a especialista, o segredo está em definir limites claros. Estabelecer horários para o início e o fim do uso de redes sociais ou jogos digitais é um passo fundamental. Além disso, é importante avaliar de forma crítica quanto tempo realmente é necessário estar conectado.

“Tudo que é exagerado faz mal. Se a tecnologia ocupa o lugar de necessidades básicas como sono, alimentação ou convívio social, é preciso rever os hábitos. Colocar limites e buscar momentos de desconexão são práticas essenciais para preservar a saúde mental”, explica.

A tecnologia como aliada da saúde mental

Apesar dos riscos, a psicóloga ressalta que a tecnologia também pode ser uma grande aliada no cuidado com a mente. Aplicativos de meditação, plataformas de terapia online e conteúdos educativos podem auxiliar tanto na prevenção quanto na intervenção em casos de uso excessivo.

“A tecnologia pode ajudar a conscientizar as pessoas sobre os efeitos negativos de uma exposição prolongada. Ao mesmo tempo, oferece recursos de apoio, como terapias digitais e espaços de acolhimento. Quando bem utilizada, pode ser uma ferramenta valiosa para a saúde mental”, conclui Ananda Leandra.

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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