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Vereadores batem boca após críticas sobre “faltosos” em sessão da CMM

As críticas do vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) sobre a ausência da maioria dos colegas no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) durante o pequeno expediente, na manhã desta segunda-feira (26/08), virou motivo de bate-boca entre os parlamentares. Incomodados com as declarações de Guedes, os vereadores Elan Alencar (DC), Dione Carvalho (Agir) e Rosinaldo Bual (Agir) decidiram rebater próximo do final da sessão.

Durante uma fala no início das atividades na Casa Legislativa, Rodrigo Guedes cogitou que parte dos vereadores preferiram deixar o plenário Adriano Jorge para fazer campanha eleitoral para a reeleição invés de acompanhar o pequeno expediente. O vereador de oposição afirmou que no painel eletrônico da CMM constava a presença de 34 dos 41 parlamentares, mas que o número era menor.

“Preciso lamentar a quantidade de vereadores que nós temos aqui no plenário [da CMM]. Dá para contar numa mão, talvez passe um pouquinho […] Eu não sou babá de ninguém, né? Mas a imagem que se passa aqui no parlamento é muito negativa […] Mais uma vez o plenário, aqui, vazio. Vou pedir recontagem [dos vereadores presentes]. Isso acontece desde o início da nossa legislatura. Não pode nesse horário, principalmente agora em época de campanha, vereador estar na rua de repente fazendo campanha. Eu acredito que não estejam todos no gabinete, enfim, tem que estar aqui [na sessão]”, disse Rodrigo Guedes.

O vereador do Progressistas também reclamou mais uma vez do controle de presença na Casa. Guedes explicou que mesmo que um parlamentar esteja ausente no pequeno ou grande expediente – quando há somente discursos – se marcar presença no sistema da CMM durante a ordem do dia, período em que se delibera projetos de lei e requerimentos, fica registrada. O vereador aparece como presente na ata da sessão.

“Isso precisa ser revisto. Porque a gente está aqui [no plenário], aí tem vereador que fica fora [da CMM] fazendo campanha. São três dias da semana [de sessões plenárias], três ou quatro horas e não custa nada ficar aqui pelo menos neste período do pequeno expediente, do grande expediente”, afirmou Rodrigo Guedes.

E logo após a ordem do dia na CMM, nesta segunda-feira, o vereador Elan Alencar pediu uma questão de ordem para criticar as acusações do colega. Ele disse que se sentiu desconfortável com as declarações de Guedes e cobrou respeito dando início a uma troca de farpas.

“Fica aqui o desconforto de minha parte. Eu estou presente e faço a minha parte aqui na Câmara. Eu não acho legal, eu não gosto e não quero e exijo respeito de minha parte para que não seja utilizada a minha imagem. E as minhas prerrogativas de vereador aqui eu cumpro. Eu não exponho colegas neste sentido […] Utilizar dessa prerrogativa dele de vereador para obter voto e colocar essa Casa em cheque ao dizer que o vereador não trabalha em época de eleição, eu todos os dias estou aqui. Segunda, terça e quarta [feira] cumprindo com as minhas obrigações”, comentou.


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Em seguida, Rodrigo Guedes rebateu Elan Alencar e ironizou. “Primeiro, quero dizer ao vereador se a carapuça serviu, eu não tenho culpa. Eu tenho o sentido da visão e não estava falando especificamente de Vossa Excelência. Se a carapuça serviu, eu simplesmente não posso fazer nada. Eu estava vendo aqui o plenário e vi o plenário vazio. É simples, não tem que ficar afetado”, disse Guedes.

Devido às reclamações dos colegas, o vereador Rodrigo Guedes se exaltou e desafiou os outros parlamentares a mostrar o horário que registram presença no painel eletrônico, por meio dos tablets, na sessão desta segunda-feira na CMM. “Tem vereador que acabou de falar e chega no final da sessão toda vez e bate o ponto [de presença]”, afirmou.

Ainda irritado, Elan Alencar usou uma fala considerada machista e racista por Guedes ao acusar o vereador de oposição de buscar likes para engajar as próprias redes sociais. “A carapuça para mim não serve. Eu só não vou aceitar ser marionete de ninguém ou o cara dizer que é o ‘cara’, sem ser o ‘cara’ para mim. Vai lá ser para as ‘negas’ dele”, disse Alencar.

O vereador Dione Carvalho entrou na discussão sobre a ausência dos parlamentares nas sessões da CMM. Ele afirmou que por questões de saúde ou particulares alguns colegas não compareciam regularmente no plenário. “Tem inúmeras situações que se justifica [a falta de um vereador na Câmara]. Fale pelo senhor [Rodrigo Guedes], você não pode falar pelos outros”, comentou.

Com deboche, Rosinaldo Bual afirmou que Rodrigo Guedes deveria ser “porteiro” da Casa Legislativa por monitorar a presença dos vereadores. Bual disse que o colega quer fazer um “showzinho”.

“Eu não estou aqui para ser tachado por ninguém. Principalmente, por vereadores. Eu acho que o vereador que se reportou da forma que ele fez ainda há pouco tem que trabalhar de porteiro e procurar o que fazer. Quando venho para a Câmara, venho para cá trabalhar. Quando eu não estou aqui na minha cabine, estou no gabinete atendendo”, disse Rosinaldo Bual.

Na ordem do dia desta segunda-feira, os projetos de lei de Allan Campelo (Podemos), Glória Carratte (PSB) e do próprio Rosinaldo Bual ficaram para outra sessão devido a ausência dos vereadores no momento da deliberação. Mas em consulta ao SAPL (Sistema de Apoio ao Processo Legislativo) da CMM, apenas Campelo está registrado na ata da sessão como ausente. Carratte e Bual aparecem com as presenças confirmadas.

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As críticas do vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) sobre a ausência da maioria dos colegas no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) durante o pequeno expediente, na manhã desta segunda-feira (26/08), virou motivo de bate-boca entre os parlamentares. Incomodados com as declarações de Guedes, os vereadores Elan Alencar (DC), Dione Carvalho (Agir) e Rosinaldo Bual (Agir) decidiram rebater próximo do final da sessão.

Durante uma fala no início das atividades na Casa Legislativa, Rodrigo Guedes cogitou que parte dos vereadores preferiram deixar o plenário Adriano Jorge para fazer campanha eleitoral para a reeleição invés de acompanhar o pequeno expediente. O vereador de oposição afirmou que no painel eletrônico da CMM constava a presença de 34 dos 41 parlamentares, mas que o número era menor.

“Preciso lamentar a quantidade de vereadores que nós temos aqui no plenário [da CMM]. Dá para contar numa mão, talvez passe um pouquinho […] Eu não sou babá de ninguém, né? Mas a imagem que se passa aqui no parlamento é muito negativa […] Mais uma vez o plenário, aqui, vazio. Vou pedir recontagem [dos vereadores presentes]. Isso acontece desde o início da nossa legislatura. Não pode nesse horário, principalmente agora em época de campanha, vereador estar na rua de repente fazendo campanha. Eu acredito que não estejam todos no gabinete, enfim, tem que estar aqui [na sessão]”, disse Rodrigo Guedes.

O vereador do Progressistas também reclamou mais uma vez do controle de presença na Casa. Guedes explicou que mesmo que um parlamentar esteja ausente no pequeno ou grande expediente – quando há somente discursos – se marcar presença no sistema da CMM durante a ordem do dia, período em que se delibera projetos de lei e requerimentos, fica registrada. O vereador aparece como presente na ata da sessão.

“Isso precisa ser revisto. Porque a gente está aqui [no plenário], aí tem vereador que fica fora [da CMM] fazendo campanha. São três dias da semana [de sessões plenárias], três ou quatro horas e não custa nada ficar aqui pelo menos neste período do pequeno expediente, do grande expediente”, afirmou Rodrigo Guedes.

E logo após a ordem do dia na CMM, nesta segunda-feira, o vereador Elan Alencar pediu uma questão de ordem para criticar as acusações do colega. Ele disse que se sentiu desconfortável com as declarações de Guedes e cobrou respeito dando início a uma troca de farpas.

“Fica aqui o desconforto de minha parte. Eu estou presente e faço a minha parte aqui na Câmara. Eu não acho legal, eu não gosto e não quero e exijo respeito de minha parte para que não seja utilizada a minha imagem. E as minhas prerrogativas de vereador aqui eu cumpro. Eu não exponho colegas neste sentido […] Utilizar dessa prerrogativa dele de vereador para obter voto e colocar essa Casa em cheque ao dizer que o vereador não trabalha em época de eleição, eu todos os dias estou aqui. Segunda, terça e quarta [feira] cumprindo com as minhas obrigações”, comentou.


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Devido às reclamações dos colegas, o vereador Rodrigo Guedes se exaltou e desafiou os outros parlamentares a mostrar o horário que registram presença no painel eletrônico, por meio dos tablets, na sessão desta segunda-feira na CMM. “Tem vereador que acabou de falar e chega no final da sessão toda vez e bate o ponto [de presença]”, afirmou.

Ainda irritado, Elan Alencar usou uma fala considerada machista e racista por Guedes ao acusar o vereador de oposição de buscar likes para engajar as próprias redes sociais. “A carapuça para mim não serve. Eu só não vou aceitar ser marionete de ninguém ou o cara dizer que é o ‘cara’, sem ser o ‘cara’ para mim. Vai lá ser para as ‘negas’ dele”, disse Alencar.

O vereador Dione Carvalho entrou na discussão sobre a ausência dos parlamentares nas sessões da CMM. Ele afirmou que por questões de saúde ou particulares alguns colegas não compareciam regularmente no plenário. “Tem inúmeras situações que se justifica [a falta de um vereador na Câmara]. Fale pelo senhor [Rodrigo Guedes], você não pode falar pelos outros”, comentou.

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