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VÍDEO: Lula diz que é contra aborto, mas que considera PL sobre o tema uma “insanidade”

Lula comentou pela primeira vez projeto de lei sobre aborto em tramitação no Congresso; proposta polêmica tem apoio da bancada evangélica.

No sábado (15/6), o presidente Lula (PT), ainda na Europa como convidado da região do G7, se pronunciou pela primeira vez sobre o polêmico Projeto de Lei tramitando no Congresso Nacional a respeito do aborto, que equivale a prática ao ato do homicídio. Lula chamou o PL de “insanidade”.

Em coletiva na Itália, o presidente disse:

“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, fui casado, tive 5 filhos, oito netos e uma bisneta. Eu sou contra o aborto. Entretanto, como o aborto é realidade, a gente precisa tratar como uma questão de saúde pública.

É insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior que o criminoso que fez o estupro. É, no mínimo, uma insanidade isso.

Quando alguém apresenta uma proposta de que a vítima precisa ser punida com mais rigor do que o estuprador não é sério. Sinceramente, não é sério.

Tenho certeza que o que tem na lei já garante de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e com respeito a vítima. É isso que precisa ser feito”.

Veja a fala de Lula, abaixo:


Leia mais:

VÍDEO: Ator Juliano Cazarré causa polêmica ao defender ‘PL do aborto’

Simone Tebet sobre PL do Aborto: “Além de desumano, é uma ação criminosa da Política”


Na semana que passou, a Câmara aprovou, em votação relâmpago, a urgência do PL que muda a legislação após 22 semanas de gestação mesmo em casos de gravidez derivada de estupro. Com a aprovação de urgência, a proposta pode ser analisada no plenário a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas.

A proposta é do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que é próximo ao pastor Silas Malafaia. Ela ainda não tem data para ser votada na Câmara. Caso seja aprovada, passará para análise no Senado.

O presidente da casa, deputado Arthur Lira, afirmou que vai indicar uma “mulher moderada” para relatar o PL do aborto e que será discutido com a bancada feminina.

Atualmente no Brasil, o aborto é legalmente permitido em três casos: situação de risco de vida para a mãe, anencefalia do feto e quando a gravidez é decorrente de estupro. A proposta em tramitação na Câmara mudará quatro artigos do Código Penal. Atos que hoje não são crime ou que têm pena de até quatro anos passam a receber tratamento de homicídio simples – punição de seis a 20 anos de cadeia. Até os médicos que executarem o procedimento poderão ser presos.

*Com informações de UOL

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No sábado (15/6), o presidente Lula (PT), ainda na Europa como convidado da região do G7, se pronunciou pela primeira vez sobre o polêmico Projeto de Lei tramitando no Congresso Nacional a respeito do aborto, que equivale a prática ao ato do homicídio. Lula chamou o PL de “insanidade”.

Em coletiva na Itália, o presidente disse:

“Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, fui casado, tive 5 filhos, oito netos e uma bisneta. Eu sou contra o aborto. Entretanto, como o aborto é realidade, a gente precisa tratar como uma questão de saúde pública.

É insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior que o criminoso que fez o estupro. É, no mínimo, uma insanidade isso.

Quando alguém apresenta uma proposta de que a vítima precisa ser punida com mais rigor do que o estuprador não é sério. Sinceramente, não é sério.

Tenho certeza que o que tem na lei já garante de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e com respeito a vítima. É isso que precisa ser feito”.

Veja a fala de Lula, abaixo:


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A proposta é do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que é próximo ao pastor Silas Malafaia. Ela ainda não tem data para ser votada na Câmara. Caso seja aprovada, passará para análise no Senado.

O presidente da casa, deputado Arthur Lira, afirmou que vai indicar uma “mulher moderada” para relatar o PL do aborto e que será discutido com a bancada feminina.

Atualmente no Brasil, o aborto é legalmente permitido em três casos: situação de risco de vida para a mãe, anencefalia do feto e quando a gravidez é decorrente de estupro. A proposta em tramitação na Câmara mudará quatro artigos do Código Penal. Atos que hoje não são crime ou que têm pena de até quatro anos passam a receber tratamento de homicídio simples – punição de seis a 20 anos de cadeia. Até os médicos que executarem o procedimento poderão ser presos.

*Com informações de UOL

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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