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Zema diz que salário mínimo só terá aumento real se a economia melhorar

O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou, na segunda-feira (24), que, caso seja eleito, o aumento real do salário mínimo acima da inflação dependerá do desempenho da economia e do equilíbrio das contas públicas.

A declaração foi dada durante sabatina na TV Globo. Segundo Zema, a reposição da inflação estaria garantida, mas ganhos reais no salário mínimo dependeriam das condições econômicas.

“Ninguém vai ter perda”, afirmou o candidato. “Se a economia estiver indo bem, sim [haverá reajuste acima da inflação]. Se tivermos as contas equilibradas, sim.”

A posição coloca o crescimento real do salário mínimo como uma medida condicionada à situação fiscal do país, tema que deve ganhar espaço na campanha presidencial de 2026.

O presidenciável também descartou, “por ora”, mudanças imediatas na idade mínima para aposentadoria. Segundo ele, eventuais alterações deveriam acompanhar o aumento da expectativa de vida da população.

O candidato afirmou ainda considerar “um absurdo” que aposentados não tenham a reposição das perdas provocadas pela inflação.

Em maio, porém, Zema havia declarado que poderia defender o aumento gradual da idade mínima, citando como possibilidade uma elevação de seis meses ao longo dos próximos cinco anos.

Dívida de Minas entra no debate

Durante a entrevista, Zema também foi questionado sobre a dívida de Minas Gerais com a União. O ex-governador criticou os juros cobrados pelo governo federal e afirmou que o endividamento do estado foi acumulado por administrações anteriores.

Segundo os dados apresentados pelo candidato, a dívida mineira passou de R$ 88 bilhões, em 2019, para quase R$ 180 bilhões em 2025. Zema afirmou que, quando assumiu o governo estadual, a dívida representava 192% da receita líquida. No momento em que deixou o cargo para disputar a Presidência, segundo ele, essa proporção havia caído para 160%.

O candidato classificou os juros da dívida como “juros de agiota” e usou o caso de Minas Gerais para defender a necessidade de maior equilíbrio das contas públicas.


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Reajuste no próprio salário gera contraste

A discussão sobre reajustes também traz à tona uma decisão tomada durante o governo de Zema em Minas Gerais. Em 2023, ele sancionou uma lei que resultou em aumento de 298% em seu próprio salário. A remuneração do governador, que era de cerca de R$ 10,5 mil, passou para R$ 41,8 mil ao longo de três anos.

O contraste entre a defesa de responsabilidade fiscal e o reajuste concedido ao próprio salário deve se tornar um dos pontos explorados pelos adversários durante a campanha.

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O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou, na segunda-feira (24), que, caso seja eleito, o aumento real do salário mínimo acima da inflação dependerá do desempenho da economia e do equilíbrio das contas públicas.

A declaração foi dada durante sabatina na TV Globo. Segundo Zema, a reposição da inflação estaria garantida, mas ganhos reais no salário mínimo dependeriam das condições econômicas.

“Ninguém vai ter perda”, afirmou o candidato. “Se a economia estiver indo bem, sim [haverá reajuste acima da inflação]. Se tivermos as contas equilibradas, sim.”

A posição coloca o crescimento real do salário mínimo como uma medida condicionada à situação fiscal do país, tema que deve ganhar espaço na campanha presidencial de 2026.

O presidenciável também descartou, “por ora”, mudanças imediatas na idade mínima para aposentadoria. Segundo ele, eventuais alterações deveriam acompanhar o aumento da expectativa de vida da população.

O candidato afirmou ainda considerar “um absurdo” que aposentados não tenham a reposição das perdas provocadas pela inflação.

Em maio, porém, Zema havia declarado que poderia defender o aumento gradual da idade mínima, citando como possibilidade uma elevação de seis meses ao longo dos próximos cinco anos.

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Segundo os dados apresentados pelo candidato, a dívida mineira passou de R$ 88 bilhões, em 2019, para quase R$ 180 bilhões em 2025. Zema afirmou que, quando assumiu o governo estadual, a dívida representava 192% da receita líquida. No momento em que deixou o cargo para disputar a Presidência, segundo ele, essa proporção havia caído para 160%.

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