O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou que foi surpreendido com a paralisação geral dos rodoviários de Manaus, iniciada na manhã desta segunda-feira (20/7), e informou que adotará medidas judiciais para buscar o restabelecimento da operação do transporte coletivo na capital.
Em nota divulgada no início da tarde, a entidade afirmou que não recebeu qualquer comunicação prévia do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e no Amazonas (STTRM) sobre a deflagração do movimento grevista.
“O Sinetram esclarece que jamais deixou de manter diálogo com o sindicato representativo dos trabalhadores rodoviários e permanece aberto à negociação e à busca de soluções para as questões relacionadas ao setor. Contudo, na data de hoje, não houve qualquer iniciativa de diálogo ou comunicação prévia por parte da entidade sindical acerca da paralisação, tampouco foi apresentado aviso prévio de que o movimento grevista seria deflagrado nesta data”, informou a entidade.
Segundo o sindicato patronal, a interrupção inesperada de um serviço essencial afeta diretamente milhares de usuários que dependem diariamente do transporte coletivo para se deslocar ao trabalho, à escola e a outros compromissos. Diante disso, o Sinetram informou que recorrerá às medidas judiciais cabíveis para restabelecer a normalidade da operação.
A entidade reafirmou que permanece aberta ao diálogo com os representantes da categoria e disse esperar que o serviço seja normalizado o mais rapidamente possível, a fim de reduzir os prejuízos causados à população de Manaus.
A paralisação dos rodoviários interrompeu viagens em diferentes pontos da cidade e pegou milhares de passageiros de surpresa. Usuários relataram que os ônibus pararam durante o trajeto, sem qualquer aviso prévio ou previsão de retomada do serviço.

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A greve foi deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e no Amazonas (STTRM), que determinou a paralisação de 100% da categoria. Segundo o presidente da entidade, Givancir Oliveira, a decisão ocorreu após sucessivos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores.
De acordo com o sindicato, mesmo após decisão judicial prevendo multa diária às empresas pelo descumprimento dos prazos de pagamento, os salários continuaram sendo pagos com atraso.
“O sindicato tem feito de tudo para não parar a cidade de Manaus. Buscou a Justiça, buscou a mesa de negociação e buscou o diálogo. Cansado do desprezo das empresas com os trabalhadores, nesse exato momento acabou o diálogo”, afirmou Givancir.
Até a publicação desta matéria, não havia previsão para a retomada da circulação dos ônibus na capital.
