Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Governo Lula vai financiar compra de aviões, mas quer aumento de 15% da aviação na Amazônia

O Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CGFNAC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovaram, nesta semana, resoluções que estabelecem o marco regulatório para a utilização dos recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) como linha de crédito para empresas aéreas brasileiras. A medida autoriza a liberação de até R$ 4 bilhões em financiamentos, distribuídos em seis linhas de crédito.

Com as aprovações, fica definido o ambiente regulatório necessário para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa estruturar e ofertar as carteiras de crédito ao setor. A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é de que as primeiras operações sejam contratadas até o fim do primeiro semestre deste ano.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as políticas públicas devem ser orientadoras do comportamento desejado. “Se estamos emprestando recursos com taxa de juros privilegiada, é necessário que haja benefícios diretos para a população, como a redução da emissão de gases de efeito estufa”, afirmou.

As normas gerais para concessão dos financiamentos, bem como as contrapartidas haviam sido aprovadas pelo CMN, em dezembro de 2025, contudo, foram revisadas com o objetivo de aprimorar a efetividade da política, adequar as regras à realidade do setor e ampliar a segurança jurídica das operações, o que deve facilitar o acesso aos recursos.

De acordo com os documentos aprovados, as empresas com mais de 5% de participação no mercado doméstico poderão acessar até R$ 1,2 bilhão cada, as demais empresas terão limite de contratação de até R$ 200 milhões. Os valores estão liberados para execução neste ano, com a possibilidade de novo aporte no futuro.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, explicou que o Comitê Gestor do Fnac avaliou aprimoramentos nas regras de contrapartidas, após manifestações das empresas, com o objetivo de ampliar e facilitar o acesso ao crédito. “Ouvimos as empresas e o mercado e provemos os ajustes necessários de modo a conferir maior proporcionalidade às contrapartidas exigidas para o acesso aos recursos do Fnac”, afirmou.

“Estamos disponibilizando recursos públicos, de forma subsidiada, mas exigindo das empresas contrapartidas de investimentos que devem reforçar o crescimento do setor aéreo. Ou seja, esses valores voltarão em benefício aos brasileiros”, concluiu.

Os recursos do Fnac poderão ser utilizados em seis linhas de financiamento, priorizando produtos e serviços nacionais:

    1. na aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF);
    2. na manutenção de aeronaves,
    3. manutenção de motores;
    4. aquisição de aeronaves, motores, peças, componentes associados e serviços acessórios, inclusive ações de capacitação e treinamento de aeronautas e aeroviários com limite de até 30% do valor da aeronave;
    5. pagamento antecipado de aeronaves;
    6. e infraestrutura logística.

As empresas também poderão utilizar os recursos para contratação de garantias contratuais, inclusive seguros garantia, relacionados aos respectivos financiamentos

As taxas de juros serão diferenciadas conforme a finalidade do crédito, com 6,5% ao ano para as linhas de SAF e infraestrutura logística, 7% ao ano para manutenção de aeronaves e motores e 7,5% ao ano para aquisição de aeronaves.


Saiba mais:

É só meme ou é tradição? Entenda o Dia Nacional da Ressaca

Zona Franca chega aos 59 anos com recordes de faturamento, produção e empregos


Contrapartidas ambientais e regionais

Para acessar os financiamentos, as empresas deverão cumprir contrapartidas obrigatórias, voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva nacional, à sustentabilidade ambiental e à ampliação da conectividade regional.

Entre as principais estão o incremento de 15% na proporção de frequências operadas em regiões da Amazônia Legal e no Nordeste em relação ao ano anterior. Ou que pelo menos 17,5% das decolagens anuais sejam nessas localidades. As companhias terão até 24 meses para atingir esse percentual e devem manter esse número por, no mínimo, um ano após atingir a meta. Na primeira versão do texto, os percentuais eram de 30% e 20% respectivamente e o prazo de 18 meses.

Entra também na contrapartida o compromisso de aquisição de SAF que assegure uma redução adicional das emissões de CO₂, acima da meta legal vigente que prevê diminuição de um ponto percentual ao ano até alcançar 10%.

As companhias beneficiadas também deverão aderir ao Pacto da Sustentabilidade do MPor, adotando práticas de ESG, além de ampliar a proporção anual de voos na Amazônia Legal e no Nordeste, em comparação com os números registrados em 2025. Outra exigência é de que, durante o período de carência de algumas linhas de financiamento, as empresas que acessarem os recursos do Fnac não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CGFNAC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovaram, nesta semana, resoluções que estabelecem o marco regulatório para a utilização dos recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) como linha de crédito para empresas aéreas brasileiras. A medida autoriza a liberação de até R$ 4 bilhões em financiamentos, distribuídos em seis linhas de crédito.

Com as aprovações, fica definido o ambiente regulatório necessário para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possa estruturar e ofertar as carteiras de crédito ao setor. A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é de que as primeiras operações sejam contratadas até o fim do primeiro semestre deste ano.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as políticas públicas devem ser orientadoras do comportamento desejado. “Se estamos emprestando recursos com taxa de juros privilegiada, é necessário que haja benefícios diretos para a população, como a redução da emissão de gases de efeito estufa”, afirmou.

As normas gerais para concessão dos financiamentos, bem como as contrapartidas haviam sido aprovadas pelo CMN, em dezembro de 2025, contudo, foram revisadas com o objetivo de aprimorar a efetividade da política, adequar as regras à realidade do setor e ampliar a segurança jurídica das operações, o que deve facilitar o acesso aos recursos.

De acordo com os documentos aprovados, as empresas com mais de 5% de participação no mercado doméstico poderão acessar até R$ 1,2 bilhão cada, as demais empresas terão limite de contratação de até R$ 200 milhões. Os valores estão liberados para execução neste ano, com a possibilidade de novo aporte no futuro.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, explicou que o Comitê Gestor do Fnac avaliou aprimoramentos nas regras de contrapartidas, após manifestações das empresas, com o objetivo de ampliar e facilitar o acesso ao crédito. “Ouvimos as empresas e o mercado e provemos os ajustes necessários de modo a conferir maior proporcionalidade às contrapartidas exigidas para o acesso aos recursos do Fnac”, afirmou.

“Estamos disponibilizando recursos públicos, de forma subsidiada, mas exigindo das empresas contrapartidas de investimentos que devem reforçar o crescimento do setor aéreo. Ou seja, esses valores voltarão em benefício aos brasileiros”, concluiu.

Os recursos do Fnac poderão ser utilizados em seis linhas de financiamento, priorizando produtos e serviços nacionais:

    1. na aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF);
    2. na manutenção de aeronaves,
    3. manutenção de motores;
    4. aquisição de aeronaves, motores, peças, componentes associados e serviços acessórios, inclusive ações de capacitação e treinamento de aeronautas e aeroviários com limite de até 30% do valor da aeronave;
    5. pagamento antecipado de aeronaves;
    6. e infraestrutura logística.

As empresas também poderão utilizar os recursos para contratação de garantias contratuais, inclusive seguros garantia, relacionados aos respectivos financiamentos

As taxas de juros serão diferenciadas conforme a finalidade do crédito, com 6,5% ao ano para as linhas de SAF e infraestrutura logística, 7% ao ano para manutenção de aeronaves e motores e 7,5% ao ano para aquisição de aeronaves.


Saiba mais:

É só meme ou é tradição? Entenda o Dia Nacional da Ressaca

Zona Franca chega aos 59 anos com recordes de faturamento, produção e empregos


Contrapartidas ambientais e regionais

Para acessar os financiamentos, as empresas deverão cumprir contrapartidas obrigatórias, voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva nacional, à sustentabilidade ambiental e à ampliação da conectividade regional.

Entre as principais estão o incremento de 15% na proporção de frequências operadas em regiões da Amazônia Legal e no Nordeste em relação ao ano anterior. Ou que pelo menos 17,5% das decolagens anuais sejam nessas localidades. As companhias terão até 24 meses para atingir esse percentual e devem manter esse número por, no mínimo, um ano após atingir a meta. Na primeira versão do texto, os percentuais eram de 30% e 20% respectivamente e o prazo de 18 meses.

Entra também na contrapartida o compromisso de aquisição de SAF que assegure uma redução adicional das emissões de CO₂, acima da meta legal vigente que prevê diminuição de um ponto percentual ao ano até alcançar 10%.

As companhias beneficiadas também deverão aderir ao Pacto da Sustentabilidade do MPor, adotando práticas de ESG, além de ampliar a proporção anual de voos na Amazônia Legal e no Nordeste, em comparação com os números registrados em 2025. Outra exigência é de que, durante o período de carência de algumas linhas de financiamento, as empresas que acessarem os recursos do Fnac não poderão ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Justiça do Amazonas usa robô para localizar e bloquear dinheiro de devedores; veja como funciona

Um robô criado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) já ajudou a realizar quase 15 mil procedimentos para localizar e bloquear dinheiro em...

139 milhões de brasileiros compraram on-line nos últimos 12 meses

O e-commerce brasileiro alcançou o maior patamar de penetração da série histórica. Levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise,...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Nota fiscal eletrônica tem novas regras a partir desta segunda (3)

A partir desta segunda-feira (3), empresas de todo o país passam a emitir notas fiscais eletrônicas com novas regras voltadas à implantação da reforma...

Fórmula da gasolina muda e preço em Manaus sobe para R$ 7,27

A gasolina comercializada nos postos brasileiros passa a contar, a partir deste sábado (1º/8), com 32% de etanol anidro na composição dela. A mistura...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Desemprego cai para 5,4% no Brasil, mas informalidade avança

O mercado de trabalho brasileiro registrou nova melhora no segundo trimestre de 2026, com a taxa de desocupação caindo para 5,4% no trimestre móvel...

FGTS libera R$ 13 bilhões para trabalhadores brasileiro

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões dos lucros do Fundo de Garantia por Tempo de...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Justiça do Amazonas usa robô para localizar e bloquear dinheiro de devedores; veja como funciona

Um robô criado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) já ajudou a realizar quase 15 mil procedimentos para localizar e bloquear dinheiro em...

139 milhões de brasileiros compraram on-line nos últimos 12 meses

O e-commerce brasileiro alcançou o maior patamar de penetração da série histórica. Levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise,...

Nota fiscal eletrônica tem novas regras a partir desta segunda (3)

A partir desta segunda-feira (3), empresas de todo o país passam a emitir notas fiscais eletrônicas com novas regras voltadas à implantação da reforma...

Fórmula da gasolina muda e preço em Manaus sobe para R$ 7,27

A gasolina comercializada nos postos brasileiros passa a contar, a partir deste sábado (1º/8), com 32% de etanol anidro na composição dela. A mistura...

Desemprego cai para 5,4% no Brasil, mas informalidade avança

O mercado de trabalho brasileiro registrou nova melhora no segundo trimestre de 2026, com a taxa de desocupação caindo para 5,4% no trimestre móvel...

FGTS libera R$ 13 bilhões para trabalhadores brasileiro

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões dos lucros do Fundo de Garantia por Tempo de...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]