O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta terça-feira (25), que a doação de R$ 1 milhão feita em 2022 por Henrique Moura Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao diretório estadual do Novo em Minas Gerais, ocorreu por “livre e espontânea vontade”.
Durante sabatina promovida por O Globo, rádio CBN e Valor Econômico, Zema negou que o partido tenha aceitado recursos para beneficiar doadores ou interferir em decisões políticas.
A doação ocorreu em 2022, quando Zema disputava a reeleição para o governo de Minas Gerais. Henrique Moura Vorcaro repassou R$ 1 milhão ao diretório estadual do Novo.
Na ocasião, o partido afirmou que a doação foi legal e transparente e ocorreu em um período no qual, segundo a legenda, “não existia qualquer sombra de irregularidade sobre a família Vorcaro”.
O Novo também declarou que a contribuição financeira não resultou em qualquer benefício político.
“A doação não comprou qualquer benefício político. Pelo contrário, o partido Novo sempre agiu contra os interesses de Vorcaro”, afirmou a legenda.
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Zema é questionado sobre negócios da Cemig
O tema ganhou novos contornos após questionamentos envolvendo contratos da Cemig, a Companhia Energética de Minas Gerais, com empresas ligadas a Daniel Vorcaro.
Em agosto de 2026, a Cemig demitiu o diretor comercial da subsidiária Cemig SIM, Rubens Soalheiro. As investigações da Polícia Federal passaram a analisar contratos da estatal com a Green Investimentos, empresa presidida por Felipe Cançado Vorcaro, primo e aliado de Daniel Vorcaro.
Questionado sobre o caso, Zema afirmou que pediu uma apuração aprofundada e defendeu a responsabilização de eventuais envolvidos.
“Já pedi a Simões que investigue a fundo. A Cemig compra energia de milhares de operadoras de energia solar. Que a Receita Federal apure e puna. Sou favorável. Diferentemente de outros políticos, não quero ninguém protegido. Quero investigação a fundo, punição”, declarou.
A fala ocorre em meio à pressão sobre Zema para explicar a relação entre a doação feita ao Novo e os negócios de empresas ligadas à família Vorcaro com a companhia energética mineira. O candidato, no entanto, rejeitou qualquer ligação entre os dois episódios e insistiu que não aceita interferência de doadores nas decisões políticas ou administrativas.
A defesa de uma investigação ampla também ocorre em um momento de repercussão nacional envolvendo Daniel Vorcaro e empresas ligadas ao grupo empresarial de sua família. Zema tenta, com isso, afastar a doação recebida pelo Novo de eventuais suspeitas relacionadas aos negócios investigados.
A declaração do candidato coloca o episódio no centro do debate político, especialmente porque a doação de R$ 1 milhão ocorreu durante sua campanha pela reeleição ao governo de Minas Gerais e agora volta a ser questionada em meio às investigações sobre contratos envolvendo empresas ligadas à família Vorcaro.
