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Abaixo-assinado contra volta das bets supera um milhão de assinaturas

Um abaixo-assinado contra a volta das casas de apostas on-line no Brasil ultrapassou 1 milhão de assinaturas em poucas horas. Lançada na noite de segunda-feira (2), a campanha pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a proibição das bets no país, estabelecida pelo governo federal por meio da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, em setembro.

Intitulado “Bets Nunca Mais”, o manifesto foi divulgado pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), criado pelo economista Eduardo Moreira. A mobilização ganhou força nas redes sociais e atingiu a marca de 1 milhão de adesões nesta terça-feira (3/11), mesmo dia em que o STF realiza uma audiência pública para discutir os efeitos da restrição às apostas on-line.

O documento apresenta três reivindicações principais: manutenção da proibição das apostas de quota fixa, fim dos patrocínios de empresas do setor a clubes esportivos, transmissões e influenciadores digitais e ampliação do atendimento público a pessoas com dependência em jogos e famílias endividadas.

Com o lema “O jogo é sujo. E quem paga é a sua família”, a campanha argumenta que as apostas on-line provocam prejuízos financeiros e problemas de saúde mental, especialmente entre pessoas que desenvolvem comportamento compulsivo.

Os organizadores pretendem levar as assinaturas a Brasília, em um ato com a participação de pessoas e famílias afetadas pelas apostas. A intenção é pressionar o Congresso Nacional a manter a restrição.

STF discute restrição

A mobilização ocorre enquanto o STF reúne representantes do governo federal, clubes de futebol, empresas de apostas e organizações da sociedade civil para discutir os efeitos da MP 1.394/2026.

A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). A entidade questiona a proibição e pede a suspensão da medida provisória.

Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Fluminense, Botafogo e Cruzeiro, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Também foram convocados representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), dos ministérios da Fazenda e do Esporte e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

As entidades contrárias à proibição alegam prejuízos econômicos, insegurança jurídica e risco de migração dos apostadores para plataformas clandestinas. O governo federal, por sua vez, defende a restrição como uma medida de proteção à saúde pública e à segurança financeira das famílias.


Leia mais:

Fux diz que evitou julgar bets antes das eleições para não interferir na disputa

STF realiza audiência pública sobre MP que proibiu as bets


Congresso

Editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, a MP 1.394/2026 proibiu a exploração e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil, incluindo apostas esportivas e jogos on-line.

A medida também estabelece regras para o encerramento das autorizações concedidas às empresas e a devolução de saldos e prêmios aos apostadores.

Apesar de ter força de lei desde a publicação, a medida provisória precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornar definitiva. Caso não seja aprovada dentro do prazo constitucional, perde a eficácia.

Enquanto o Congresso discute o futuro da norma, o STF analisa os questionamentos apresentados pelo setor de apostas. A audiência pública deve reunir informações e argumentos que poderão auxiliar o ministro Luiz Fux na análise dos pedidos relacionados à suspensão da medida.

Foto: Reprodução
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Um abaixo-assinado contra a volta das casas de apostas on-line no Brasil ultrapassou 1 milhão de assinaturas em poucas horas. Lançada na noite de segunda-feira (2), a campanha pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a proibição das bets no país, estabelecida pelo governo federal por meio da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, em setembro.

Intitulado “Bets Nunca Mais”, o manifesto foi divulgado pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), criado pelo economista Eduardo Moreira. A mobilização ganhou força nas redes sociais e atingiu a marca de 1 milhão de adesões nesta terça-feira (3/11), mesmo dia em que o STF realiza uma audiência pública para discutir os efeitos da restrição às apostas on-line.

O documento apresenta três reivindicações principais: manutenção da proibição das apostas de quota fixa, fim dos patrocínios de empresas do setor a clubes esportivos, transmissões e influenciadores digitais e ampliação do atendimento público a pessoas com dependência em jogos e famílias endividadas.

Com o lema “O jogo é sujo. E quem paga é a sua família”, a campanha argumenta que as apostas on-line provocam prejuízos financeiros e problemas de saúde mental, especialmente entre pessoas que desenvolvem comportamento compulsivo.

Os organizadores pretendem levar as assinaturas a Brasília, em um ato com a participação de pessoas e famílias afetadas pelas apostas. A intenção é pressionar o Congresso Nacional a manter a restrição.

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A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). A entidade questiona a proibição e pede a suspensão da medida provisória.

Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Fluminense, Botafogo e Cruzeiro, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Também foram convocados representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), dos ministérios da Fazenda e do Esporte e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

As entidades contrárias à proibição alegam prejuízos econômicos, insegurança jurídica e risco de migração dos apostadores para plataformas clandestinas. O governo federal, por sua vez, defende a restrição como uma medida de proteção à saúde pública e à segurança financeira das famílias.


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Apesar de ter força de lei desde a publicação, a medida provisória precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornar definitiva. Caso não seja aprovada dentro do prazo constitucional, perde a eficácia.

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