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Luiz Fux defende que bets sejam banidas no Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (3/11) que mantém a percepção de que as apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, devem ser proibidas no Brasil. Durante a abertura de uma audiência pública sobre o tema, ele disse que pretende apresentar aos demais ministros novos elementos que surgiram após a edição da medida provisória que trata da proibição da atividade.

“Houve um pedido de vista que não voltou até hoje, razão pela qual eu não tive oportunidade de reiterar e acrescentar ao meu voto, um voto, a minha percepção de que as bets devem ser banidas”, disse o ministro.

Fux lembrou que já havia manifestado essa posição durante o julgamento do caso no plenário do STF, em agosto de 2026. Na ocasião, a análise foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que solicitou mais tempo para examinar o processo.

“Eu tive oportunidade de destacar todos esses dados, depois de ouvir todos esses segmentos”, afirmou Fux.

O ministro ressaltou, porém, que sua posição ainda depende da avaliação dos demais integrantes da Corte.

Durante a fala, Fux também rebateu críticas sobre a escolha dos participantes da audiência pública. O ministro foi questionado nas redes sociais por ter autorizado a participação de representantes de empresas do setor de apostas e de clubes de futebol.

“Não procede a alegação de que eu só convoquei empresas e times de futebol”, declarou.

Ele citou a participação da Associação Brasileira de Supermercados e do ministro da Justiça, além de representantes de outros segmentos.

O magistrado explicou que a nova audiência busca reunir informações que não estavam disponíveis quando a medida provisória foi editada. Entre os pontos mencionados está a possibilidade de crescimento do mercado ilegal de apostas após uma eventual proibição.


Leia mais

Fux diz que evitou julgar bets antes das eleições para não interferir na disputa

STF debate restrição às bets em audiência com governo, clubes e empresas


Audiência anterior

Fux também recordou que, em novembro de 2024, convocou uma primeira audiência pública sobre as apostas on-line. Segundo ele, naquele encontro foram ouvidas entidades contrárias à atividade, que apresentaram argumentos sobre os impactos sociais e os riscos de dependência em jogos de azar.

O ministro afirmou que saiu daquela audiência convencido de que as bets representam um problema de saúde pública e que, naquele momento, formou a percepção de que deveriam ser banidas.

Ações no STF

Fux é relator de oito ações diretas de inconstitucionalidade relacionadas às apostas online. Seis foram apresentadas após a regulamentação do setor pelo governo federal, em 2023. As outras duas questionam a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro de 2026, para proibir as apostas online no país.

Entidades ligadas ao setor, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), acionaram o STF e pediram a suspensão da medida provisória.

A audiência pública desta terça-feira (3) reúne representantes de diferentes setores para discutir os efeitos da atividade e fornecer informações que poderão subsidiar a análise dos ministros.

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (3/11) que mantém a percepção de que as apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, devem ser proibidas no Brasil. Durante a abertura de uma audiência pública sobre o tema, ele disse que pretende apresentar aos demais ministros novos elementos que surgiram após a edição da medida provisória que trata da proibição da atividade.

“Houve um pedido de vista que não voltou até hoje, razão pela qual eu não tive oportunidade de reiterar e acrescentar ao meu voto, um voto, a minha percepção de que as bets devem ser banidas”, disse o ministro.

Fux lembrou que já havia manifestado essa posição durante o julgamento do caso no plenário do STF, em agosto de 2026. Na ocasião, a análise foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que solicitou mais tempo para examinar o processo.

“Eu tive oportunidade de destacar todos esses dados, depois de ouvir todos esses segmentos”, afirmou Fux.

O ministro ressaltou, porém, que sua posição ainda depende da avaliação dos demais integrantes da Corte.

Durante a fala, Fux também rebateu críticas sobre a escolha dos participantes da audiência pública. O ministro foi questionado nas redes sociais por ter autorizado a participação de representantes de empresas do setor de apostas e de clubes de futebol.

“Não procede a alegação de que eu só convoquei empresas e times de futebol”, declarou.

Ele citou a participação da Associação Brasileira de Supermercados e do ministro da Justiça, além de representantes de outros segmentos.

O magistrado explicou que a nova audiência busca reunir informações que não estavam disponíveis quando a medida provisória foi editada. Entre os pontos mencionados está a possibilidade de crescimento do mercado ilegal de apostas após uma eventual proibição.


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Audiência anterior

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O ministro afirmou que saiu daquela audiência convencido de que as bets representam um problema de saúde pública e que, naquele momento, formou a percepção de que deveriam ser banidas.

Ações no STF

Fux é relator de oito ações diretas de inconstitucionalidade relacionadas às apostas online. Seis foram apresentadas após a regulamentação do setor pelo governo federal, em 2023. As outras duas questionam a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro de 2026, para proibir as apostas online no país.

Entidades ligadas ao setor, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), acionaram o STF e pediram a suspensão da medida provisória.

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