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Brasil cai 6 posições no ranking de democracia da The Economist

Documento da Economist aponta politização do Judiciário e tentativa de golpe como prejudiciais à democracia no Brasil.

O Brasil caiu seis posições no ranking global de democracia (Democracy Index) de 2024, elaborado pela empresa de inteligência da influente revista britânica The Economist, ficando agora no 57º lugar.

No estudo, o capítulo dedicado ao Brasil é intitulado ‘democracia brasileira em risco’. O estudo afirma que a polarização política aumentou na última década e gerenciar o impacto das plataformas de mídia social na democracia brasileira tem sido problemático, o que levou a Suprema Corte a “passar do limite”.

O documento diz que a questão chegou ao auge em agosto de 2024, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou o bloqueio da rede social X em todo o país, num processo que perdurou até as eleições locais nacionais de outubro de 2024.

O texto diz:

“Restringir o acesso a uma grande plataforma de mídia social dessa forma por várias semanas não tem paralelo entre países democráticos. A censura de um grupo de usuários ultrapassou os limites do que pode ser considerado restrições razoáveis à liberdade de expressão, especialmente no meio de uma campanha eleitoral. Tornar certos discursos ilegais, com base em definições vagas, é um exemplo de politização do judiciário”.


Leia mais:

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O documento também especifica que o ranking do Brasil foi afetado pela revelação de novos detalhes da “suposta tentativa de golpe” em 2022 contra o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e membros do STF, que teria sido planejado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e membros do alto escalão das Forças Armadas, que negam irregularidades.

O texto diz:

“O plano de golpe também sugere que há uma tolerância perturbadora à violência política no Brasil que está ausente em democracias mais consolidadas”.

No topo do ranking da The Economist, está a Noruega. A Nova Zelândia e a Suécia completam o pódio das maiores democracias.

Já no fim do ranking, aparecem Coreia do Norte, Mianmar e Afeganistão, de uma lista de 167 países.

Democracia e liberdade de expressão no Brasil

No estudo da The Economist no capítulo sobre o Brasil, ainda é citado um levantameto do Latinobarómetro de 2023 sobre liberdade de expressão que apontou que 64% dos brasileiros afirmaram que ela “é mal garantida ou não é garantida”, porcentual que estaria acima da média regional de 45%.

Além disso, 62% dos brasileiros dizem que não expressam suas opiniões sobre os problemas que o País enfrenta, ficando atrás apenas de El Salvador e bem acima da média regional de 44%.

Com informações de UOL.

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O documento diz que a questão chegou ao auge em agosto de 2024, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou o bloqueio da rede social X em todo o país, num processo que perdurou até as eleições locais nacionais de outubro de 2024.

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“O plano de golpe também sugere que há uma tolerância perturbadora à violência política no Brasil que está ausente em democracias mais consolidadas”.

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Além disso, 62% dos brasileiros dizem que não expressam suas opiniões sobre os problemas que o País enfrenta, ficando atrás apenas de El Salvador e bem acima da média regional de 44%.

Com informações de UOL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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