A Polícia Federal encaminhou neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, o despacho referente à custódia e ao estado do material extraído do aparelho celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
No documento, a corporação destacou que os dados originais extraídos do telefone seguem na PF e que uma cópia foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça em março deste ano, mediante solicitação do próprio gabinete.
Crise no STF
O caso envolvendo o celular de Vorcaro ocorre em meio à maior crise interna do Supremo em anos. Mensagens encontradas no aparelho revelaram que o banqueiro pediu ajuda ao ministro Alexandre de Moraes para conter investigações da PF e da PGR. O caso se agravou com a revelação de que Moraes editou a versão final de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.
O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo da investigação, o que provocou uma troca pública de acusações entre os dois. Fachin retirou as acusações de Moraes contra Mendonça do inquérito das Fake News e submeteu o caso à Presidência da Corte.
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O que diz a Polícia Federal
No despacho, a PF esclareceu que o celular de Vorcaro é um iPhone 17 Pro, apreendido em 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero. O material em poder da corporação inclui o exame pericial do dispositivo, conforme laudo elaborado em 19 de novembro de 2025 no Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional de Polícia Federal em São Paulo. A PF afirmou que os dados encaminhados ao gabinete de Mendonça não correspondem ao material original, que jamais deixou a custódia da instituição.
Trata-se de uma cópia, enviada mediante solicitação do próprio gabinete. A corporação informou ainda que dispõe de plenas condições técnicas para produzir e encaminhar, de imediato, cópia idêntica da extração aos demais gabinetes que a solicitaram, observadas as determinações da Corte e as cautelas de sigilo aplicáveis. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin já pediram acesso ao material. O julgamento sobre o relatório das mensagens está previsto para a próxima terça-feira (15).
