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Produtora de ‘Dark Horse’ nega uso de emendas parlamentares no filme

A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment, negou que recursos de emendas parlamentares tenham sido usados na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN Brasil, ela afirmou que o longa foi financiado exclusivamente com recursos privados.

Karina declarou que foi contratada para executar a produção e que não participou da gestão do fundo responsável pelo financiamento. Segundo a empresária, o projeto teve como investidor o fundo Havengate, que aprovou o orçamento e contratou a Go Up para realizar o filme.

A produtora informou que o longa custou aproximadamente US$ 13,3 milhões e enfrentou dificuldades financeiras durante os 40 dias de filmagens. Conforme Karina, a equipe precisou reduzir despesas e simplificar etapas para concluir a produção.

Questionada sobre a suspeita de utilização de dinheiro público, Karina afirmou que o projeto não recebeu emendas parlamentares. “Dark Horse não tem emenda. Não existe emenda para Dark Horse, nenhuma emenda. Nunca foi feito projeto público para o filme”, declarou.


Leia mais:

Dino libera cerca de 5 mil páginas de investigação ligada ao filme Dark Horse

Estreia de “Dark Horse” é adiada após operação da Polícia Federal


PF investiga possível caminho do dinheiro

A declaração ocorre em meio à Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um possível desvio de recursos destinados pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), também presidido por Karina. Duas emendas, de R$ 1 milhão cada, deveriam financiar os projetos Jovem Empreendedor e Lutando pela Vida.

A PF apura se R$ 750 mil transferidos pela empresa NTT Brasil à Go Up Entertainment teriam origem nos recursos públicos. A NTT pertence ao mesmo grupo empresarial ligado a duas fornecedoras que receberam R$ 700 mil do ICB. A investigação ainda não concluiu que o dinheiro repassado à produtora tenha vindo diretamente das emendas.

Uma perícia particular contratada pela Go Up declarou não ter identificado recursos públicos no financiamento do longa. Entretanto, a PF considera as transferências entre o instituto, as fornecedoras e a produtora indícios de uma possível circulação dos valores. O próprio relatório policial ressalva que não foi constatada compatibilidade temporal completa entre todas as movimentações.

Karina também negou ter recebido recursos diretamente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ela confirmou, porém, que valores relacionados a ele teriam sido enviados ao fundo Havengate, responsável pelo financiamento do projeto, e disse que só tomou conhecimento da identidade do investidor por meio da imprensa. As circunstâncias dos repasses permanecem sob investigação.

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A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment, negou que recursos de emendas parlamentares tenham sido usados na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN Brasil, ela afirmou que o longa foi financiado exclusivamente com recursos privados.

Karina declarou que foi contratada para executar a produção e que não participou da gestão do fundo responsável pelo financiamento. Segundo a empresária, o projeto teve como investidor o fundo Havengate, que aprovou o orçamento e contratou a Go Up para realizar o filme.

A produtora informou que o longa custou aproximadamente US$ 13,3 milhões e enfrentou dificuldades financeiras durante os 40 dias de filmagens. Conforme Karina, a equipe precisou reduzir despesas e simplificar etapas para concluir a produção.

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