O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), comunicou nesta quarta-feira (22/7) ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a federação formada por PP e União Brasil decidiu permanecer neutra na disputa pela Presidência da República. A posição valerá no primeiro turno e poderá ser mantida em um eventual segundo turno, frustrando a tentativa do pré-candidato do PL de ampliar sua base de apoio com duas das maiores legendas do chamado Centrão.
A decisão preserva a autonomia dos diretórios estaduais para firmar alianças conforme os cenários locais. Na prática, isso permitirá que a federação apoie candidatos diferentes em cada estado, inclusive nomes ligados tanto ao campo da direita quanto à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O modelo já começou a ser adotado em alguns estados, como São Paulo, onde PP e União Brasil declararam apoio a Flávio Bolsonaro regionalmente, sem que isso represente um alinhamento nacional da federação.
Flávio Bolsonaro buscava fechar uma aliança nacional com a federação e chegou a discutir a composição da chapa presidencial com lideranças do PP. Entre as alternativas avaliadas estava a indicação de um nome do partido para a vice-presidência, mas a senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite por priorizar sua candidatura ao Senado. A campanha do senador do PL agora trabalha para definir o vice até o prazo final para as coligações, em 5 de agosto.
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Nos bastidores, a neutralidade também reflete divergências internas entre PP e União Brasil, além de um cenário de desgaste na relação entre parte das lideranças da federação e Flávio Bolsonaro. Com isso, as duas siglas optaram por evitar um compromisso nacional e concentrar esforços nas disputas estaduais e na formação de bancadas no Congresso Nacional.
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