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Filho de Bolsonaro é indiciado por suposta falsificação de documentos para obter empréstimo bancário

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu um inquérito e indiciou Jair Renan Bolsonaro pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O relatório aponta que a empresa RB Eventos e Mídia, à época pertencente ao filho do ex-presidente, falsificou quatro relações de faturamento.

A fraude foi feita para apontar um faturamento que nunca existiu na empresa — de R$ 4,6 milhões no período de um ano, entre 2021 e 2022. Com esses números falsos, Jair Renan e o sócio Maciel Alves buscavam lastro para um empréstimo bancário.

De acordo com informações obtidas pelo G1, foram três empréstimo nos valores de R$ 157 mil, R$ 250.669,65 e R$ 291.470,49. O último empréstimo, realizado em 01/06/2023 não foi quitado, segundo a investigação.

“Não há dúvidas de que as duas declarações de faturamento apresentadas ao banco são falsas, por diversos aspectos, tanto material, em razão das falsas assinaturas do Técnico em Contabilidade […], que foi reinquirido e negou veementemente ter feito as rubricas, quanto ideológico, na medida em que o representante legal da empresa RB Eventos e Mídia fez inserir nos documentos particulares informações inverídicas consistentes nos falaciosos faturamentos anuais”, afirma a polícia.


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Dinheiro foi usado para pagamento de fatura do cartão

Jair Renan teria se beneficiado de parte dos valores obtidos de forma ilícita, segundo a polícia, por meio do pagamento da fatura do cartão de crédito de sua empresa, no valor de cerca de R$ 60 mil.

“Conforme demonstram as provas documentais e testemunhais, os suspeitos atuaram reiteradamente, sobrepondo um empréstimo ao outro, obtendo vantagem ilícita valendo-se da mesma maneira de execução”, relata a polícia.

A investigação afirma ainda que o crime de lavagem de dinheiro ficou configurado pela forma como o dinheiro do empréstimo chegou aos suspeitos, passando antes por contas ligadas a um “laranja”, Antônio Amâncio Alves Mandarrari, que a polícia afirma ser uma pessoa “fictícia”.

O relatório da investigação sustenta, por fim, que Jair Renan e Maciel Carvalho também praticaram o crime de estelionato.

Banco recorre à Justiça

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal intimou Jair Renan Bolsonaro a realizar o pagamento da dívida do terceiro empréstimo com o banco Santander, que em dezembro de 2023 estava em R$ 360.241,11.

Segundo a Justiça, em junho de 2023, Jair Renan fez uma renegociação junto ao Santander. Assinou um termo em que reconhecia a dívida e se comprometeu a pagar R$ 291 mil em 60 parcelas mensais.

O juiz do caso, João Batista Gonçalves da Silva, em decisão proferida na última sexta-feira (09/02), alegou que “em análise preliminar, tem-se dos autos título líquido, certo e exigível”. Renan e a empresa não depositaram nenhuma parcela, o que levou o Santander a pedir uma execução de título extrajudicial. A determinação é a de que ele pague o valor em até três dias úteis, caso contrário poderá ter suas contas bancárias bloqueadas.

 

*com informações do G1 e CNN Brasil.

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A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu um inquérito e indiciou Jair Renan Bolsonaro pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O relatório aponta que a empresa RB Eventos e Mídia, à época pertencente ao filho do ex-presidente, falsificou quatro relações de faturamento.

A fraude foi feita para apontar um faturamento que nunca existiu na empresa — de R$ 4,6 milhões no período de um ano, entre 2021 e 2022. Com esses números falsos, Jair Renan e o sócio Maciel Alves buscavam lastro para um empréstimo bancário.

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“Não há dúvidas de que as duas declarações de faturamento apresentadas ao banco são falsas, por diversos aspectos, tanto material, em razão das falsas assinaturas do Técnico em Contabilidade […], que foi reinquirido e negou veementemente ter feito as rubricas, quanto ideológico, na medida em que o representante legal da empresa RB Eventos e Mídia fez inserir nos documentos particulares informações inverídicas consistentes nos falaciosos faturamentos anuais”, afirma a polícia.


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“Conforme demonstram as provas documentais e testemunhais, os suspeitos atuaram reiteradamente, sobrepondo um empréstimo ao outro, obtendo vantagem ilícita valendo-se da mesma maneira de execução”, relata a polícia.

A investigação afirma ainda que o crime de lavagem de dinheiro ficou configurado pela forma como o dinheiro do empréstimo chegou aos suspeitos, passando antes por contas ligadas a um “laranja”, Antônio Amâncio Alves Mandarrari, que a polícia afirma ser uma pessoa “fictícia”.

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