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Flávio cobra renúncia de Moraes após caso de contrato de R$ 131 milhões

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (1º) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve renunciar ao cargo.

A declaração ocorreu após a revelação de que Moraes editou a versão final de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

“Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem mais condição de continuar como ministro”, afirmou o candidato do PL à imprensa, após presidir uma reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado.

Flávio diz que conjunto de informações exige esclarecimentos

Flávio disse ter ficado impactado com as informações sobre a participação de Moraes na elaboração do contrato. Para o senador, as denúncias são graves e, caso confirmadas, tornam insustentável a permanência do ministro na Corte.

“Se ele edita os contratos da esposa que estava oficialmente sendo contratada, parece que tem alguma forma de ajudar o Vorcaro a dar garantias de que a Polícia Federal não atue em determinado momento ou que o procurador-geral da República se posicione a favor do Vorcaro por influência de Alexandre de Moraes”, afirmou.

Outro ponto mencionado pelo senador foram as mensagens encontradas no celular de Vorcaro, nas quais o banqueiro pergunta a Moraes se deveria deixar o país antes de uma operação da Polícia Federal. Segundo a investigação, as conversas ocorriam por meio de mensagens de visualização única no WhatsApp.


Leia mais

Metadados mostram que Moraes editou contrato de R$ 131 milhões com Vorcaro

Mensagens indicam proximidade entre Vorcaro e Moraes, diz PF


O que revelaram as investigações

Na mesma terça-feira, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que metadados de um documento apreendido no celular de Vorcaro indicam que Moraes editou a versão final do contrato entre o escritório de sua esposa e o banqueiro.

O arquivo teria sido modificado às 23h04 de 15 de janeiro de 2024, cerca de 1h40 após Vorcaro devolver a minuta com revisões.

O contrato previa pagamento em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, totalizando R$ 108 milhões. Documentos enviados à CPI do Crime Organizado apontam que R$ 80,2 milhões foram pagos ao escritório entre 2024 e 2025.

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que consultou o ministro para verificar eventuais impedimentos legais e negou irregularidades. A defesa de Moraes não se manifestou diretamente sobre a edição do documento.

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (1º) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve renunciar ao cargo.

A declaração ocorreu após a revelação de que Moraes editou a versão final de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

“Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem mais condição de continuar como ministro”, afirmou o candidato do PL à imprensa, após presidir uma reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado.

Flávio diz que conjunto de informações exige esclarecimentos

Flávio disse ter ficado impactado com as informações sobre a participação de Moraes na elaboração do contrato. Para o senador, as denúncias são graves e, caso confirmadas, tornam insustentável a permanência do ministro na Corte.

“Se ele edita os contratos da esposa que estava oficialmente sendo contratada, parece que tem alguma forma de ajudar o Vorcaro a dar garantias de que a Polícia Federal não atue em determinado momento ou que o procurador-geral da República se posicione a favor do Vorcaro por influência de Alexandre de Moraes”, afirmou.

Outro ponto mencionado pelo senador foram as mensagens encontradas no celular de Vorcaro, nas quais o banqueiro pergunta a Moraes se deveria deixar o país antes de uma operação da Polícia Federal. Segundo a investigação, as conversas ocorriam por meio de mensagens de visualização única no WhatsApp.


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O arquivo teria sido modificado às 23h04 de 15 de janeiro de 2024, cerca de 1h40 após Vorcaro devolver a minuta com revisões.

O contrato previa pagamento em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, totalizando R$ 108 milhões. Documentos enviados à CPI do Crime Organizado apontam que R$ 80,2 milhões foram pagos ao escritório entre 2024 e 2025.

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que consultou o ministro para verificar eventuais impedimentos legais e negou irregularidades. A defesa de Moraes não se manifestou diretamente sobre a edição do documento.

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