Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Flávio Dino decide que leis estrangeiras não têm validade no Brasil sem aprovação da Justiça; entenda

Nesta segunda-feira (18/8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu que leis estrangeiras só podem ser executadas no Brasil “mediante a devida homologação”. Sem esse processo de validação, tais determinações não produzem efeitos dentro do território nacional.

A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 1.178, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A entidade questionava a legitimidade de municípios brasileiros que acionaram a Justiça estrangeira em busca de indenizações relacionadas a tragédias ambientais. O Ibram argumentou que a prática afronta o pacto federativo e compromete a soberania nacional.

O caso está diretamente ligado aos desastres ambientais de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), quando prefeituras atingidas recorreram à Justiça do Reino Unido para tentar reparação financeira. Dino reafirmou que, conforme a Constituição, nenhum juiz estrangeiro pode impor obrigações ou determinar pagamentos em razão de desastres ocorridos em território brasileiro.

>> LEIA A DECISÃO DE DINO


Saiba mais:


Embora não cite diretamente os Estados Unidos ou a Lei Magnitsky, a decisão de Dino tem implicações claras. Em julho, Washington aplicou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de autorizar “detenções arbitrárias” e de “suprimir a liberdade de expressão”. As medidas norte-americanas incluíram restrições financeiras, como a proibição de uso de cartões Visa e Mastercard por parte de Moraes.

Na ocasião, o STF informou que o ministro não possui bens nos EUA, mas a lei americana tem efeito prático global, já que instituições financeiras com operações no país são obrigadas a respeitá-la. Assim, grandes bancos que atuam no Brasil e também nos Estados Unidos teriam de encerrar qualquer relação comercial com Moraes.

Flávio Dino reconhece eleição da Mesa Diretora de Alagoas e decisão gera otimismo para caso similar na Aleam
Ministro Flávio Dino (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)

A decisão de Dino, portanto, reforça que leis e decisões estrangeiras não têm validade automática no Brasil. O ministro destacou: “O Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

O magistrado ainda determinou que o Banco Central e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) sejam comunicados para evitar riscos de operações financeiras com base em imposições internacionais não homologadas pela Justiça brasileira.

Resumo da decisão de Flávio Dino:

  1. Ineficácia das decisões da Justiça inglesa sobre os casos de Mariana e Brumadinho.

  2. Reconhecimento de que decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil mediante homologação ou mecanismos de cooperação jurídica internacional.

  3. Leis estrangeiras ou ordens executivas não produzem efeitos sobre pessoas, bens e empresas brasileiras sem previsão no Direito Interno.

  4. Qualquer violação a essa regra constitui ofensa à soberania nacional.

  5. Estados e municípios brasileiros ficam proibidos de propor ações em tribunais estrangeiros.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Nesta segunda-feira (18/8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu que leis estrangeiras só podem ser executadas no Brasil “mediante a devida homologação”. Sem esse processo de validação, tais determinações não produzem efeitos dentro do território nacional.

A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 1.178, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A entidade questionava a legitimidade de municípios brasileiros que acionaram a Justiça estrangeira em busca de indenizações relacionadas a tragédias ambientais. O Ibram argumentou que a prática afronta o pacto federativo e compromete a soberania nacional.

O caso está diretamente ligado aos desastres ambientais de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), quando prefeituras atingidas recorreram à Justiça do Reino Unido para tentar reparação financeira. Dino reafirmou que, conforme a Constituição, nenhum juiz estrangeiro pode impor obrigações ou determinar pagamentos em razão de desastres ocorridos em território brasileiro.

>> LEIA A DECISÃO DE DINO


Saiba mais:


Embora não cite diretamente os Estados Unidos ou a Lei Magnitsky, a decisão de Dino tem implicações claras. Em julho, Washington aplicou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de autorizar “detenções arbitrárias” e de “suprimir a liberdade de expressão”. As medidas norte-americanas incluíram restrições financeiras, como a proibição de uso de cartões Visa e Mastercard por parte de Moraes.

Na ocasião, o STF informou que o ministro não possui bens nos EUA, mas a lei americana tem efeito prático global, já que instituições financeiras com operações no país são obrigadas a respeitá-la. Assim, grandes bancos que atuam no Brasil e também nos Estados Unidos teriam de encerrar qualquer relação comercial com Moraes.

Flávio Dino reconhece eleição da Mesa Diretora de Alagoas e decisão gera otimismo para caso similar na Aleam
Ministro Flávio Dino (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)

A decisão de Dino, portanto, reforça que leis e decisões estrangeiras não têm validade automática no Brasil. O ministro destacou: “O Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

O magistrado ainda determinou que o Banco Central e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) sejam comunicados para evitar riscos de operações financeiras com base em imposições internacionais não homologadas pela Justiça brasileira.

Resumo da decisão de Flávio Dino:

  1. Ineficácia das decisões da Justiça inglesa sobre os casos de Mariana e Brumadinho.

  2. Reconhecimento de que decisões judiciais estrangeiras só podem ser executadas no Brasil mediante homologação ou mecanismos de cooperação jurídica internacional.

  3. Leis estrangeiras ou ordens executivas não produzem efeitos sobre pessoas, bens e empresas brasileiras sem previsão no Direito Interno.

  4. Qualquer violação a essa regra constitui ofensa à soberania nacional.

  5. Estados e municípios brasileiros ficam proibidos de propor ações em tribunais estrangeiros.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

Mais lidas

Eleição para procurador-geral de Justiça entra em nova fase

A eleição para definir o próximo procurador-geral de Justiça do Amazonas entra em nova fase no dia 17 de agosto, quando o Colégio de...

Presidente do TSE defende segurança das urnas eletrônicas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, defendeu neste domingo (9) a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil e...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Entre mulheres, Lula supera Flávio no 2º turno, aponta Quaest

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 apresenta...

Alcolumbre propõe destinar recursos da ZFM ao interior da Amazônia

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apresentou um projeto de lei que pretende ampliar a distribuição dos recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Presidente do PL mantém apoio a Alfredo Gaspar como vice de Flávio

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste domingo (9) que não vê risco na permanência de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato...

Lula prepara “resposta” a Trump com dados sobre desmatamento na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (8) que pretende enviar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dados...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Eleição para procurador-geral de Justiça entra em nova fase

A eleição para definir o próximo procurador-geral de Justiça do Amazonas entra em nova fase no dia 17 de agosto, quando o Colégio de...

Presidente do TSE defende segurança das urnas eletrônicas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, defendeu neste domingo (9) a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil e...

Entre mulheres, Lula supera Flávio no 2º turno, aponta Quaest

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 apresenta...

Alcolumbre propõe destinar recursos da ZFM ao interior da Amazônia

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apresentou um projeto de lei que pretende ampliar a distribuição dos recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e...

Presidente do PL mantém apoio a Alfredo Gaspar como vice de Flávio

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste domingo (9) que não vê risco na permanência de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato...

Lula prepara “resposta” a Trump com dados sobre desmatamento na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (8) que pretende enviar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dados...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]