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Saiba o que é a Lei da Reciprocidade que o Brasil irá aplicar contra tarifa de 50% dos EUA

De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, governo irá publicar um decreto de retaliação proporcional às tarifas até terça-feira (15)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o Brasil adotará medidas de retaliação contra os Estados Unidos após a imposição unilateral de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A resposta do governo brasileiro será fundamentada na Lei da Reciprocidade, sancionada por Lula em abril de 2025 e aprovada pelo Congresso Nacional com amplo apoio parlamentar.

A Lei da Reciprocidade estabelece que o Brasil poderá aplicar medidas proporcionais contra países que adotem práticas comerciais, diplomáticas ou econômicas que prejudiquem o país. Ou seja, cidadãos e governos estrangeiros receberão do Brasil o mesmo tratamento que impuserem à nação brasileira — seja na concessão de vistos, no comércio, em negociações econômicas ou nas relações diplomáticas.

O presidente Lula/governo Lula
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De acordo com o texto da lei, o país poderá reagir quando:

    • Houver interferência estrangeira nas decisões soberanas do Brasil;

    • Acordos comerciais internacionais forem violados por outros países ou blocos econômicos;

    • Forem adotadas medidas unilaterais baseadas em critérios ambientais mais rígidos do que os praticados pelo Brasil, afetando a competitividade nacional.


Saiba mais:


A medida legislativa, apresentada inicialmente em abril de 2023, ganhou força após o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, cuja gestão tem sido marcada por decisões econômicas agressivas. Logo no início do mandato, Trump impôs uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio. Agora, a nova taxação de 50% aos produtos brasileiros intensificou as tensões comerciais entre os dois países.

Donald Trump afirma que países alinhados às políticas do BRICS terão tarifa adicional de 10%; entenda
(Foto: Reprodução)

Como o Brasil pode responder com base na Lei da Reciprocidade?

A legislação permite três tipos principais de ações:

  1. Retaliação direta por tarifas equivalentes, atingindo setores estratégicos dos Estados Unidos, como o agronegócio;

  2. Ações multilaterais, com o Brasil recorrendo à Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando apoio de outros países afetados;

  3. Revisão de isenções comerciais, podendo reavaliar acordos bilaterais que favorecem os EUA em áreas como logística, tributação e serviços consulares.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o governo federal editará um decreto regulamentando a aplicação da reciprocidade ainda nesta semana.

“O Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade, que determina: se houver tarifa lá, haverá tarifa aqui. A regulamentação, que é por decreto, sai amanhã ou até terça-feira”, afirmou Alckmin neste domingo (13/07).

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o Brasil adotará medidas de retaliação contra os Estados Unidos após a imposição unilateral de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A resposta do governo brasileiro será fundamentada na Lei da Reciprocidade, sancionada por Lula em abril de 2025 e aprovada pelo Congresso Nacional com amplo apoio parlamentar.

A Lei da Reciprocidade estabelece que o Brasil poderá aplicar medidas proporcionais contra países que adotem práticas comerciais, diplomáticas ou econômicas que prejudiquem o país. Ou seja, cidadãos e governos estrangeiros receberão do Brasil o mesmo tratamento que impuserem à nação brasileira — seja na concessão de vistos, no comércio, em negociações econômicas ou nas relações diplomáticas.

O presidente Lula/governo Lula
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De acordo com o texto da lei, o país poderá reagir quando:

    • Houver interferência estrangeira nas decisões soberanas do Brasil;

    • Acordos comerciais internacionais forem violados por outros países ou blocos econômicos;

    • Forem adotadas medidas unilaterais baseadas em critérios ambientais mais rígidos do que os praticados pelo Brasil, afetando a competitividade nacional.


Saiba mais:


A medida legislativa, apresentada inicialmente em abril de 2023, ganhou força após o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, cuja gestão tem sido marcada por decisões econômicas agressivas. Logo no início do mandato, Trump impôs uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio. Agora, a nova taxação de 50% aos produtos brasileiros intensificou as tensões comerciais entre os dois países.

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(Foto: Reprodução)

Como o Brasil pode responder com base na Lei da Reciprocidade?

A legislação permite três tipos principais de ações:

  1. Retaliação direta por tarifas equivalentes, atingindo setores estratégicos dos Estados Unidos, como o agronegócio;

  2. Ações multilaterais, com o Brasil recorrendo à Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando apoio de outros países afetados;

  3. Revisão de isenções comerciais, podendo reavaliar acordos bilaterais que favorecem os EUA em áreas como logística, tributação e serviços consulares.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o governo federal editará um decreto regulamentando a aplicação da reciprocidade ainda nesta semana.

“O Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade, que determina: se houver tarifa lá, haverá tarifa aqui. A regulamentação, que é por decreto, sai amanhã ou até terça-feira”, afirmou Alckmin neste domingo (13/07).

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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