Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Saiba o que é a Lei Magnitsky, usada contra Alexandre de Moraes

A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) do Tesouro americano.

Você provavelmente nunca ouviu falar em Sergei Magnitsky, mas o nome dele está por trás da lei americana que foi usada recentemente contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A chamada Lei Magnitsky permite aos Estados Unidos sancionar autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violação de direitos humanos.

Atualmente o Brasil entrou no radar do presidente norte-americano, Donald Trump. Mas o que levou essa lei a existir? Tudo começou com a morte de um advogado russo que ousou denunciar um esquema bilionário de fraude fiscal dentro do próprio governo.

A origem da lei

Sergei Magnitsky era um advogado tributário russo que trabalhava para o fundo de investimento estrangeiro Hermitage Capital Management, comandado pelo britânico William Browder. Em 2007, após uma operação do governo russo contra o escritório da empresa, Magnitsky passou a investigar o caso e descobriu um esquema de desvio de cerca de US$ 230 milhões, supostamente conduzido por autoridades do país.

(Foto: Wikipédia/Domínio Público)

Em vez de ser protegido, ele foi preso em 2008 por evasão fiscal uma acusação que, segundo organizações internacionais, foi uma forma de retaliação. Após 11 meses na prisão, morreu em 2009, aos 37 anos. A versão oficial foi de insuficiência cardíaca, mas familiares, amigos e até o próprio conselho de direitos humanos do Kremlin afirmam que ele foi espancado e teve tratamento médico negado.

Mesmo após a morte, Magnitsky e Browder foram condenados por sonegação fiscal.


Leia mais:

VÍDEO: influenciadora viraliza ao tatuar lei usada contra Moraes e dizer que Trump é seu presidente

Em discurso, Moraes afirma que julgamento de Bolsonaro continua e sanções de Trump serão ignoradas


A criação da Lei Magnitsky

Diante da repercussão internacional, os Estados Unidos aprovaram, em 2012, a Lei Magnitsky, durante o governo Barack Obama. A legislação tinha como objetivo punir diretamente os envolvidos na prisão e morte do advogado, com sanções como congelamento de bens e proibição de entrada nos EUA.

Em 2016, o Congresso americano ampliou o alcance da norma com a aprovação do Global Magnitsky Act, que passou a permitir sanções contra qualquer autoridade estrangeira acusada de corrupção ou violações graves de direitos humanos independentemente do país.

Caso Alexandre de Moraes 

Na última quarta-feira (30/7), o departamento de Justiça dos EUA anunciou a sanção pela lei Magnitsky contra Moraes. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) do Tesouro americano.

A medida já havia sido prevista pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio, e mesmo pelo presidente americano Donald Trump, para retaliar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados que correm no STF.

A punição pela lei Magnitsky já foi aplicada a violadores graves dos direitos humanos, como autoridades de regimes ditatoriais, integrantes de grupos terroristas e criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e de assassinatos em série. Essa foi a primeira vez que uma autoridade de país democrático foi punida pela lei.

 

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Você provavelmente nunca ouviu falar em Sergei Magnitsky, mas o nome dele está por trás da lei americana que foi usada recentemente contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A chamada Lei Magnitsky permite aos Estados Unidos sancionar autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violação de direitos humanos.

Atualmente o Brasil entrou no radar do presidente norte-americano, Donald Trump. Mas o que levou essa lei a existir? Tudo começou com a morte de um advogado russo que ousou denunciar um esquema bilionário de fraude fiscal dentro do próprio governo.

A origem da lei

Sergei Magnitsky era um advogado tributário russo que trabalhava para o fundo de investimento estrangeiro Hermitage Capital Management, comandado pelo britânico William Browder. Em 2007, após uma operação do governo russo contra o escritório da empresa, Magnitsky passou a investigar o caso e descobriu um esquema de desvio de cerca de US$ 230 milhões, supostamente conduzido por autoridades do país.

(Foto: Wikipédia/Domínio Público)

Em vez de ser protegido, ele foi preso em 2008 por evasão fiscal uma acusação que, segundo organizações internacionais, foi uma forma de retaliação. Após 11 meses na prisão, morreu em 2009, aos 37 anos. A versão oficial foi de insuficiência cardíaca, mas familiares, amigos e até o próprio conselho de direitos humanos do Kremlin afirmam que ele foi espancado e teve tratamento médico negado.

Mesmo após a morte, Magnitsky e Browder foram condenados por sonegação fiscal.


Leia mais:

VÍDEO: influenciadora viraliza ao tatuar lei usada contra Moraes e dizer que Trump é seu presidente

Em discurso, Moraes afirma que julgamento de Bolsonaro continua e sanções de Trump serão ignoradas


A criação da Lei Magnitsky

Diante da repercussão internacional, os Estados Unidos aprovaram, em 2012, a Lei Magnitsky, durante o governo Barack Obama. A legislação tinha como objetivo punir diretamente os envolvidos na prisão e morte do advogado, com sanções como congelamento de bens e proibição de entrada nos EUA.

Em 2016, o Congresso americano ampliou o alcance da norma com a aprovação do Global Magnitsky Act, que passou a permitir sanções contra qualquer autoridade estrangeira acusada de corrupção ou violações graves de direitos humanos independentemente do país.

Caso Alexandre de Moraes 

Na última quarta-feira (30/7), o departamento de Justiça dos EUA anunciou a sanção pela lei Magnitsky contra Moraes. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) do Tesouro americano.

A medida já havia sido prevista pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio, e mesmo pelo presidente americano Donald Trump, para retaliar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados que correm no STF.

A punição pela lei Magnitsky já foi aplicada a violadores graves dos direitos humanos, como autoridades de regimes ditatoriais, integrantes de grupos terroristas e criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e de assassinatos em série. Essa foi a primeira vez que uma autoridade de país democrático foi punida pela lei.

 

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Kataguiri defende bomba atômica brasileira como instrumento de soberania

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) voltou a defender que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir a soberania nacional e ampliar...

Mais de 175 mil vistos foram cancelados no governo Trump; entenda

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Caiado propõe Lei contra ‘terrorismo doméstico’ e novos presídios

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta segunda-feira (10/8) seu plano de governo para segurança, chamado de "Operação...

Debate ao Governo do AM atende interesses de todos os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, neste domingo (9/8) atendeu, praticamente, aos interesses de todos os que participaram e também...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Kataguiri defende bomba atômica brasileira como instrumento de soberania

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) voltou a defender que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir a soberania nacional e ampliar...

Mais de 175 mil vistos foram cancelados no governo Trump; entenda

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (10) que já revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo...

Caiado propõe Lei contra ‘terrorismo doméstico’ e novos presídios

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) apresentou nesta segunda-feira (10/8) seu plano de governo para segurança, chamado de "Operação...

Debate ao Governo do AM atende interesses de todos os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, neste domingo (9/8) atendeu, praticamente, aos interesses de todos os que participaram e também...

Atual governo de Lula tem menor índice de aprovação de MPs

Até o momento, o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei....

Novo pede ao TSE inelegibilidade de Lula por desfile no Carnaval

O Partido Novo apresentou no sábado (8) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]