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PF teria solicitado ao Supremo prisão de Jair Bolsonaro em julho, diz Estadão

Antes de tomar uma decisão, Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em julho, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alegando que ele estaria tentando influenciar os Estados Unidos a aplicar sanções contra autoridades brasileiras.

O pedido, revelado pelo Estadão e confirmado pela CNN, foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que apenas a prisão seria capaz de interromper essas ações.

No entanto, antes de tomar uma decisão, Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República. Em parecer, o procurador-geral Paulo Gonet reconheceu os indícios apresentados pela PF, mas considerou a prisão preventiva uma medida extrema. Ele defendeu que outras restrições poderiam surtir efeito semelhante, com menor impacto.


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Gonet destacou o comportamento reiterado de Bolsonaro e de seu filho Eduardo como um risco real à aplicação da lei penal. Ele alertou para uma possível tentativa de fuga e citou ações que indicariam obstrução da Justiça. Apesar disso, recomendou a aplicação de medidas cautelares, não a prisão imediata.

Atendendo ao parecer, Moraes impôs diversas restrições ao ex-presidente, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno durante a semana, proibição de contato com diplomatas e investigados, além de vedação total ao uso de redes sociais, direta ou indiretamente. O descumprimento de qualquer uma dessas condições implicaria na decretação de prisão.

No dia 4 de agosto, após considerar que Bolsonaro violou essas medidas, o ministro determinou a prisão domiciliar do ex-presidente, com aval da maioria dos ministros da Primeira Turma do STF.

*Com informações da CNN Brasil.

 

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A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em julho, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alegando que ele estaria tentando influenciar os Estados Unidos a aplicar sanções contra autoridades brasileiras.

O pedido, revelado pelo Estadão e confirmado pela CNN, foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que apenas a prisão seria capaz de interromper essas ações.

No entanto, antes de tomar uma decisão, Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República. Em parecer, o procurador-geral Paulo Gonet reconheceu os indícios apresentados pela PF, mas considerou a prisão preventiva uma medida extrema. Ele defendeu que outras restrições poderiam surtir efeito semelhante, com menor impacto.


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No dia 4 de agosto, após considerar que Bolsonaro violou essas medidas, o ministro determinou a prisão domiciliar do ex-presidente, com aval da maioria dos ministros da Primeira Turma do STF.

*Com informações da CNN Brasil.

 

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