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STF deve abrir prazo para recursos de Bolsonaro e os outros 7 réus em outubro

Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento em trama golpista para se manter no poder após a eleição de 2022, quais serão os próximos passos? Virá a fase de recursos da defesa dos acusados, que devido aos trâmites previstos na legislação processual e no funcionamento da corte, deverão ficar para outubro ou novembro.

A expectativa no STF é que o acórdão seja publicado em meados de outubro, antes de vencer o prazo máximo previsto no Regimento Interno. O tribunal publicou a decisão de abrir a ação penal sobre a trama golpista em 14 dias.

A projeção é que a decisão pelas condenações leve mais tempo para ser publicada, devido à extensão dos votos dos ministros.

Para que o acórdão seja publicado, cada ministro precisa enviar a versão revisada dos votos proferidos em plenário. Os gabinetes estão realizando ajustes nos textos, especialmente por conta das mudanças negociadas em plenário em torno da dosimetria das penas dos condenados.


Leia mais:

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PT comemora condenação de Bolsonaro: “Sem anistia para golpistas”


Recursos da defesa

A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Mesmo assim, não cumprirão pena imediatamente, só após o julgamento dos recursos. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.

Os embargos declaratórios são recursos destinados a esclarecer dúvidas ou pontos obscuros de decisões judiciais. Eles serão julgados também na Primeira Turma. Embora não tenham o condão de reverter as condenações, podem resultar em diminuição das penas impostas aos réus.

Normalmente, os réus têm o direito de apresentar um novo embargo, após julgado o primeiro recurso. Em seguida, é declarado o trânsito em julgado – ou seja, a decisão definitiva, já com a determinação de início de cumprimento das penas. A expectativa é que isso aconteça em novembro.

O ex-presidente Bolsonaro ainda é investigado em outro inquérito no STF, pelo qual cumpre prisão domiciliar no momento: é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Nesse processo, Bolsonaro é investigado por enviar recursos, via Pix, para bancar a estadia do filho Eduardo no exterior. Ele é tido como articulador, nos EUA, de sanções americanas contra autoridades do STF. Em agosto, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e o filho pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

*Com informações de UOL e Agência Brasil.

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Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento em trama golpista para se manter no poder após a eleição de 2022, quais serão os próximos passos? Virá a fase de recursos da defesa dos acusados, que devido aos trâmites previstos na legislação processual e no funcionamento da corte, deverão ficar para outubro ou novembro.

A expectativa no STF é que o acórdão seja publicado em meados de outubro, antes de vencer o prazo máximo previsto no Regimento Interno. O tribunal publicou a decisão de abrir a ação penal sobre a trama golpista em 14 dias.

A projeção é que a decisão pelas condenações leve mais tempo para ser publicada, devido à extensão dos votos dos ministros.

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Normalmente, os réus têm o direito de apresentar um novo embargo, após julgado o primeiro recurso. Em seguida, é declarado o trânsito em julgado – ou seja, a decisão definitiva, já com a determinação de início de cumprimento das penas. A expectativa é que isso aconteça em novembro.

O ex-presidente Bolsonaro ainda é investigado em outro inquérito no STF, pelo qual cumpre prisão domiciliar no momento: é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Nesse processo, Bolsonaro é investigado por enviar recursos, via Pix, para bancar a estadia do filho Eduardo no exterior. Ele é tido como articulador, nos EUA, de sanções americanas contra autoridades do STF. Em agosto, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e o filho pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

*Com informações de UOL e Agência Brasil.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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