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Temer comenta sobre PL da anistia: “Acho melhor o Supremo Tribunal resolver esse assunto”

Segundo ele, o problema não está na existência de punição, mas sim na dosagem das penas

O ex-presidente Michel Temer afirmou que considera melhor para o país que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a dosimetria (cálculos) das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, ao invés do avanço do Projeto de Lei (PL) da Anistia no Congresso Nacional. A declaração foi dada à CNN.

“Eu acho melhor o próprio Supremo Tribunal resolver esse assunto”, declarou Temer ao ser questionado sobre o projeto protocolado na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o problema não está na existência de punição, mas sim na dosagem das penas.

“A punição acho que ninguém discute que teria que existir. O que tem se discutido mais é a dosagem, a chamada dosimetria da pena. E eu acho, eu já dei uns palpites nessa direção, que o Supremo, se receber vários pedidos daqueles que foram denunciados ou estão cumprindo pena, não é improvável que o próprio Supremo possa dosar novamente essas penas, portanto, reduzi-las”, afirmou Temer à CNN.

Temer desmente Bolsonaro e diz que não houve acordo com Alexandre de Moraes
(Foto: Divulgação)

Para o ex-presidente, essa alternativa evitaria um embate entre o Congresso Nacional e o STF.

“Não haveria um conflito entre o Congresso Nacional, por força da lei da anistia, e a própria decisão do Supremo. Eu até faço votos que caminhe por esse caminho, que é mais tranquilo para o país”, completou.


Saiba mais:


A discussão sobre a dosimetria das penas ganhou destaque no próprio STF, durante o julgamento que tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados. O ministro Alexandre de Moraes reforçou a independência de cada magistrado ao responder a uma fala do ministro Luiz Fux sobre o caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada por pichar com batom a estátua da Justiça em frente ao STF, escrevendo “Perdeu, mané”.

Bolsonaro pede orações por mulher que pichou “Perdeu, mané” em estátua - Debora Rodrigues
(Foto: Reprodução/Internet)

Fux mencionou o caso em seu voto durante a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe nas eleições de 2022.

“Justiça não é algo que se aprende, é algo que se sente. Eu vou fazer revisão da dosimetria. Confesso que em determinadas ocasiões me deparo com peça exacerbada e por isso pedi vista. Quero analisar o contexto em que essa senhora se encontrava”, declarou o ministro.

No entanto, a analista da CNN Luísa Martins apurou que a maioria dos ministros do STF resiste à possibilidade de aliviar as penas.

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O ex-presidente Michel Temer afirmou que considera melhor para o país que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a dosimetria (cálculos) das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, ao invés do avanço do Projeto de Lei (PL) da Anistia no Congresso Nacional. A declaração foi dada à CNN.

“Eu acho melhor o próprio Supremo Tribunal resolver esse assunto”, declarou Temer ao ser questionado sobre o projeto protocolado na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o problema não está na existência de punição, mas sim na dosagem das penas.

“A punição acho que ninguém discute que teria que existir. O que tem se discutido mais é a dosagem, a chamada dosimetria da pena. E eu acho, eu já dei uns palpites nessa direção, que o Supremo, se receber vários pedidos daqueles que foram denunciados ou estão cumprindo pena, não é improvável que o próprio Supremo possa dosar novamente essas penas, portanto, reduzi-las”, afirmou Temer à CNN.

Temer desmente Bolsonaro e diz que não houve acordo com Alexandre de Moraes
(Foto: Divulgação)

Para o ex-presidente, essa alternativa evitaria um embate entre o Congresso Nacional e o STF.

“Não haveria um conflito entre o Congresso Nacional, por força da lei da anistia, e a própria decisão do Supremo. Eu até faço votos que caminhe por esse caminho, que é mais tranquilo para o país”, completou.


Saiba mais:


A discussão sobre a dosimetria das penas ganhou destaque no próprio STF, durante o julgamento que tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados. O ministro Alexandre de Moraes reforçou a independência de cada magistrado ao responder a uma fala do ministro Luiz Fux sobre o caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada por pichar com batom a estátua da Justiça em frente ao STF, escrevendo “Perdeu, mané”.

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(Foto: Reprodução/Internet)

Fux mencionou o caso em seu voto durante a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe nas eleições de 2022.

“Justiça não é algo que se aprende, é algo que se sente. Eu vou fazer revisão da dosimetria. Confesso que em determinadas ocasiões me deparo com peça exacerbada e por isso pedi vista. Quero analisar o contexto em que essa senhora se encontrava”, declarou o ministro.

No entanto, a analista da CNN Luísa Martins apurou que a maioria dos ministros do STF resiste à possibilidade de aliviar as penas.

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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