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Alimentação de crianças com TEA exige atenção e boas escolhas nutricionais

O Abril Azul é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e entre os desafios que ainda geram dúvidas em pais e responsáveis está relacionado à alimentação mais adequada às crianças com TEA.

De acordo com a professora do curso de pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica, em Manaus, Vanessa Mendes, é comum algum grau de seletividade alimentar em qualquer criança, principalmente nos primeiros anos de vida. No entanto, no caso de crianças autistas, esse comportamento tende a ser mais intenso e duradouro.

“O sinal de alerta é quando a criança passa a aceitar um repertório muito pequeno de alimentos, recusa grupos alimentares inteiros ou apresenta sofrimento importante durante as refeições. Também merece atenção quando isso começa a impactar o crescimento, o estado nutricional ou a rotina da família. Ou seja, deixa de ser apenas uma fase comum da infância e passa a trazer prejuízo real”, explica.

Ainda segundo a pediatra, a seletividade alimentar em crianças no espectro autista está frequentemente ligada a questões sensoriais. Textura, cheiro, temperatura, cor e até a aparência dos alimentos podem interferir diretamente na aceitação.

“Aquilo que muitas vezes é interpretado como frescura pode, na verdade, representar um desconforto genuíno para a criança”, destaca a médica.


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Deficiência nutricional é preocupante

Segundo Vanessa Mendes, o comportamento alimentar também pode estar associado à rigidez, à necessidade de previsibilidade e à dificuldade com mudanças. Além disso, fatores físicos, como refluxo, constipação, dor abdominal, dificuldade de mastigação ou experiências negativas anteriores com alimentos, podem contribuir para o quadro, que geralmente é multifatorial.

“Existe risco de deficiência de nutrientes importantes, mesmo que a criança esteja ingerindo quantidade suficiente de comida. Isso pode repercutir no crescimento, na imunidade, na saúde intestinal, na disposição e até no comportamento”, alerta a professora da Afya.

Por isso, a especialista reforça que a seletividade alimentar mais importante não deve ser encarada como algo banal ou apenas uma característica do autismo, mas sim, avaliada dentro do contexto clínico.“Quando a alimentação vira uma batalha, a tendência é a recusa piorar o quadro. O ideal é trabalhar com rotina, previsibilidade e exposição gradual”, orienta.

Mendes reforça que uma das estratégias é oferecer alimentos sem pressão, respeitar o tempo da criança e entender que, muitas vezes, o processo começa antes mesmo da ingestão, com o contato visual, o toque ou o cheiro dos alimentos. Manter horários organizados, evitar que a criança “belisque” ao longo do dia e apresentar novos alimentos junto aos já aceitos também são opções que podem ajudar, embora o processo exija constância e paciência.

“Crianças que comem pouquíssimos alimentos, têm dificuldade com texturas, apresentam engasgos, vômitos, constipação frequente ou alterações no crescimento devem ser avaliadas”, afirma.

Nesses casos, a especialista reforça que o cuidado multidisciplinar é fundamental. Para ela, o pediatra costuma ser a porta de entrada, mas o acompanhamento pode envolver nutricionista infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo. “Nem toda seletividade alimentar é igual e, por isso, a abordagem também precisa ser individualizada”, afirma.

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De acordo com a professora do curso de pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica, em Manaus, Vanessa Mendes, é comum algum grau de seletividade alimentar em qualquer criança, principalmente nos primeiros anos de vida. No entanto, no caso de crianças autistas, esse comportamento tende a ser mais intenso e duradouro.

“O sinal de alerta é quando a criança passa a aceitar um repertório muito pequeno de alimentos, recusa grupos alimentares inteiros ou apresenta sofrimento importante durante as refeições. Também merece atenção quando isso começa a impactar o crescimento, o estado nutricional ou a rotina da família. Ou seja, deixa de ser apenas uma fase comum da infância e passa a trazer prejuízo real”, explica.

Ainda segundo a pediatra, a seletividade alimentar em crianças no espectro autista está frequentemente ligada a questões sensoriais. Textura, cheiro, temperatura, cor e até a aparência dos alimentos podem interferir diretamente na aceitação.

“Aquilo que muitas vezes é interpretado como frescura pode, na verdade, representar um desconforto genuíno para a criança”, destaca a médica.


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“Existe risco de deficiência de nutrientes importantes, mesmo que a criança esteja ingerindo quantidade suficiente de comida. Isso pode repercutir no crescimento, na imunidade, na saúde intestinal, na disposição e até no comportamento”, alerta a professora da Afya.

Por isso, a especialista reforça que a seletividade alimentar mais importante não deve ser encarada como algo banal ou apenas uma característica do autismo, mas sim, avaliada dentro do contexto clínico.“Quando a alimentação vira uma batalha, a tendência é a recusa piorar o quadro. O ideal é trabalhar com rotina, previsibilidade e exposição gradual”, orienta.

Mendes reforça que uma das estratégias é oferecer alimentos sem pressão, respeitar o tempo da criança e entender que, muitas vezes, o processo começa antes mesmo da ingestão, com o contato visual, o toque ou o cheiro dos alimentos. Manter horários organizados, evitar que a criança “belisque” ao longo do dia e apresentar novos alimentos junto aos já aceitos também são opções que podem ajudar, embora o processo exija constância e paciência.

“Crianças que comem pouquíssimos alimentos, têm dificuldade com texturas, apresentam engasgos, vômitos, constipação frequente ou alterações no crescimento devem ser avaliadas”, afirma.

Nesses casos, a especialista reforça que o cuidado multidisciplinar é fundamental. Para ela, o pediatra costuma ser a porta de entrada, mas o acompanhamento pode envolver nutricionista infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo. “Nem toda seletividade alimentar é igual e, por isso, a abordagem também precisa ser individualizada”, afirma.

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