Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ano de testes: reforma tributária começa a valer em 2026

O ano de 2026 inaugura uma das mudanças mais profundas do sistema tributário brasileiro. A partir desta quinta-feira (1º/1), começou oficialmente a transição da reforma tributária sobre o consumo, com a entrada em operação do novo Imposto sobre Valor Agregado, o chamado IVA Dual.

Classificado pela Receita Federal como um ano de testes, 2026 terá efeitos concretos para quem emite notas fiscais. Haverá movimentação financeira real, novos campos obrigatórios nos documentos fiscais, adaptação de sistemas e impactos diretos na rotina de empresas, produtores rurais, importadores e, em situações específicas, pessoas físicas. Não se trata de uma simulação, mas de um ensaio geral do novo modelo que será plenamente adotado nos próximos anos.

Na prática, 2026 funcionará como um período de convivência entre o sistema atual e o novo. Cinco tributos continuam em vigor: PIS, Cofins e IPI, de competência federal; ICMS, administrado pelos estados; e ISS, de responsabilidade dos municípios. A partir de 2027, esses impostos começarão a ser gradualmente extintos.

O PIS, a Cofins e o IPI darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. Já o ICMS e o ISS serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS. A soma da CBS e do IBS compõe o IVA Dual.

Em 2026, será aplicada uma alíquota de teste de 1%, sendo 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Esses valores serão compensados com os tributos atuais, o que significa que não haverá aumento efetivo da carga tributária neste ano. A empresa recolhe o novo imposto, mas desconta o mesmo valor do que já paga hoje, mantendo o desembolso total inalterado.

Mesmo com alíquotas reduzidas, as obrigações acessórias entram em vigor imediatamente. As empresas passam a ser obrigadas a destacar CBS e IBS nas notas fiscais, preencher novos campos e informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços. Erros em códigos como NCM, CNAE ou no enquadramento tributário podem impedir a emissão de notas, gerar recolhimentos incorretos e até travar o faturamento.

A adaptação tecnológica será um dos principais desafios de 2026. Sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais precisarão ser atualizados para consultar regras tributárias em tempo real. Inconsistências cadastrais podem levar à rejeição de notas fiscais, paralisação de operações e risco de autuações futuras.

Em dezembro, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram o adiamento das penalidades automáticas. Não haverá aplicação imediata de multas por falhas no preenchimento de CBS e IBS, com dispensa válida até o primeiro dia do quarto mês após a publicação dos regulamentos. Ainda assim, a recomendação oficial é que os contribuintes cumpram integralmente as regras desde janeiro, para evitar problemas quando a fiscalização estiver plenamente ativa.


Saiba mais: 

Isenção do IR até R$ 5 mil e novo salário mínimo já estão em vigor

Beruri e Tefé aderem ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar


Outro ponto de atenção é o split payment, ou pagamento dividido, aprovado pelo Congresso no fim do ano passado. O modelo prevê a separação automática do imposto no momento do pagamento, com o valor do tributo sendo transferido diretamente ao governo, sem passar pela conta da empresa. Embora obrigatório apenas a partir de 2027, o novo sistema exigirá revisão do fluxo de caixa e do capital de giro, o que torna a preparação em 2026 fundamental.

Empresas também deverão revisar contratos com fornecedores e clientes, ajustar cláusulas de repasse tributário e atualizar cadastros fiscais. O enquadramento correto será essencial para a geração e o aproveitamento de créditos no novo modelo de não cumulatividade do IVA, que elimina a cobrança em cascata comum no sistema atual.

Para pessoas físicas, as mudanças começam em julho de 2026. Aquelas consideradas contribuintes habituais de IBS e CBS deverão se inscrever no CNPJ. A medida não transforma a pessoa física em empresa, mas facilita o controle e a apuração fiscal. No mesmo ano, terá início a coleta de dados para a futura tributação de imóveis e aluguéis, que passa a valer em 2027.

Produtores rurais com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões permanecem isentos. Acima desse limite, haverá incidência do IVA, com alíquota estimada em até 28%. Sementes e adubos seguem isentos, enquanto alimentos e insumos agrícolas terão redução de 60% da alíquota geral.

No caso das importações, bens e serviços passam a ser tributados por CBS e IBS no momento da entrada no país, equiparando a carga tributária à dos produtos nacionais. Em 2026, a regra também opera em fase de testes, sem aumento efetivo da carga.

A Receita Federal reforça que 2026 não deve ser tratado como um ano de espera. A orientação é clara: atualizar sistemas, adequar a emissão de notas fiscais, revisar contratos e cadastros e planejar os impactos do novo modelo no fluxo de caixa. Quem não se preparar agora poderá enfrentar dificuldades significativas a partir de 2027, quando os tributos antigos começarem a ser extintos e as alíquotas reais do novo sistema entrarem em vigor.

 

 

 

 

*Com informações de Agência Brasil.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O ano de 2026 inaugura uma das mudanças mais profundas do sistema tributário brasileiro. A partir desta quinta-feira (1º/1), começou oficialmente a transição da reforma tributária sobre o consumo, com a entrada em operação do novo Imposto sobre Valor Agregado, o chamado IVA Dual.

Classificado pela Receita Federal como um ano de testes, 2026 terá efeitos concretos para quem emite notas fiscais. Haverá movimentação financeira real, novos campos obrigatórios nos documentos fiscais, adaptação de sistemas e impactos diretos na rotina de empresas, produtores rurais, importadores e, em situações específicas, pessoas físicas. Não se trata de uma simulação, mas de um ensaio geral do novo modelo que será plenamente adotado nos próximos anos.

Na prática, 2026 funcionará como um período de convivência entre o sistema atual e o novo. Cinco tributos continuam em vigor: PIS, Cofins e IPI, de competência federal; ICMS, administrado pelos estados; e ISS, de responsabilidade dos municípios. A partir de 2027, esses impostos começarão a ser gradualmente extintos.

O PIS, a Cofins e o IPI darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. Já o ICMS e o ISS serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS. A soma da CBS e do IBS compõe o IVA Dual.

Em 2026, será aplicada uma alíquota de teste de 1%, sendo 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Esses valores serão compensados com os tributos atuais, o que significa que não haverá aumento efetivo da carga tributária neste ano. A empresa recolhe o novo imposto, mas desconta o mesmo valor do que já paga hoje, mantendo o desembolso total inalterado.

Mesmo com alíquotas reduzidas, as obrigações acessórias entram em vigor imediatamente. As empresas passam a ser obrigadas a destacar CBS e IBS nas notas fiscais, preencher novos campos e informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços. Erros em códigos como NCM, CNAE ou no enquadramento tributário podem impedir a emissão de notas, gerar recolhimentos incorretos e até travar o faturamento.

A adaptação tecnológica será um dos principais desafios de 2026. Sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais precisarão ser atualizados para consultar regras tributárias em tempo real. Inconsistências cadastrais podem levar à rejeição de notas fiscais, paralisação de operações e risco de autuações futuras.

Em dezembro, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram o adiamento das penalidades automáticas. Não haverá aplicação imediata de multas por falhas no preenchimento de CBS e IBS, com dispensa válida até o primeiro dia do quarto mês após a publicação dos regulamentos. Ainda assim, a recomendação oficial é que os contribuintes cumpram integralmente as regras desde janeiro, para evitar problemas quando a fiscalização estiver plenamente ativa.


Saiba mais: 

Isenção do IR até R$ 5 mil e novo salário mínimo já estão em vigor

Beruri e Tefé aderem ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar


Outro ponto de atenção é o split payment, ou pagamento dividido, aprovado pelo Congresso no fim do ano passado. O modelo prevê a separação automática do imposto no momento do pagamento, com o valor do tributo sendo transferido diretamente ao governo, sem passar pela conta da empresa. Embora obrigatório apenas a partir de 2027, o novo sistema exigirá revisão do fluxo de caixa e do capital de giro, o que torna a preparação em 2026 fundamental.

Empresas também deverão revisar contratos com fornecedores e clientes, ajustar cláusulas de repasse tributário e atualizar cadastros fiscais. O enquadramento correto será essencial para a geração e o aproveitamento de créditos no novo modelo de não cumulatividade do IVA, que elimina a cobrança em cascata comum no sistema atual.

Para pessoas físicas, as mudanças começam em julho de 2026. Aquelas consideradas contribuintes habituais de IBS e CBS deverão se inscrever no CNPJ. A medida não transforma a pessoa física em empresa, mas facilita o controle e a apuração fiscal. No mesmo ano, terá início a coleta de dados para a futura tributação de imóveis e aluguéis, que passa a valer em 2027.

Produtores rurais com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões permanecem isentos. Acima desse limite, haverá incidência do IVA, com alíquota estimada em até 28%. Sementes e adubos seguem isentos, enquanto alimentos e insumos agrícolas terão redução de 60% da alíquota geral.

No caso das importações, bens e serviços passam a ser tributados por CBS e IBS no momento da entrada no país, equiparando a carga tributária à dos produtos nacionais. Em 2026, a regra também opera em fase de testes, sem aumento efetivo da carga.

A Receita Federal reforça que 2026 não deve ser tratado como um ano de espera. A orientação é clara: atualizar sistemas, adequar a emissão de notas fiscais, revisar contratos e cadastros e planejar os impactos do novo modelo no fluxo de caixa. Quem não se preparar agora poderá enfrentar dificuldades significativas a partir de 2027, quando os tributos antigos começarem a ser extintos e as alíquotas reais do novo sistema entrarem em vigor.

 

 

 

 

*Com informações de Agência Brasil.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Moraes pede a Fachin nova queda de sigilo antes de sessão de terça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu neste domingo (13) ao presidente da Corte, Edson Fachin, o levantamento do sigilo de...

Zanin manda PF entregar cópia do celular de Vorcaro até as 23h deste domingo

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (13) que a Polícia Federal entregue ao seu gabinete, até as 23h,...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Celular de Vorcaro: PF afirma que está pronta para fornecer cópia a todos os ministros

A Polícia Federal encaminhou neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, o despacho referente à custódia e ao estado...

Produtora de ‘Dark Horse’ nega uso de emendas parlamentares no filme

A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment, negou que recursos de emendas parlamentares tenham sido usados na produção de...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Dino libera cerca de 5 mil páginas de investigação ligada ao filme Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste domingo (13), o levantamento do sigilo de todo o material compartilhado pela Polícia...

E Cármen Lúcia, onde está no meio da crise que envolve o STF?

Enquanto ministros homens dominam as disputas mais recentes no Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, única mulher da Corte, não aparece no centro das...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Moraes pede a Fachin nova queda de sigilo antes de sessão de terça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu neste domingo (13) ao presidente da Corte, Edson Fachin, o levantamento do sigilo de...

Zanin manda PF entregar cópia do celular de Vorcaro até as 23h deste domingo

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (13) que a Polícia Federal entregue ao seu gabinete, até as 23h,...

Celular de Vorcaro: PF afirma que está pronta para fornecer cópia a todos os ministros

A Polícia Federal encaminhou neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, o despacho referente à custódia e ao estado...

Produtora de ‘Dark Horse’ nega uso de emendas parlamentares no filme

A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment, negou que recursos de emendas parlamentares tenham sido usados na produção de...

Dino libera cerca de 5 mil páginas de investigação ligada ao filme Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste domingo (13), o levantamento do sigilo de todo o material compartilhado pela Polícia...

E Cármen Lúcia, onde está no meio da crise que envolve o STF?

Enquanto ministros homens dominam as disputas mais recentes no Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, única mulher da Corte, não aparece no centro das...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]