Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ficha limpa: Omar e Plínio votaram a favor da flexibilização; Braga votou contra

A aprovação pelo Senado do projeto que flexibiliza a Lei da Ficha Limpa contou com os votos favoráveis dos senadores do Amazonas Plínio Valério (PSDB) e Omar Aziz (PSD) e o voto contrário de Eduardo Braga (MDB). O projeto foi aprovado com 50 votos favoráveis e 24 contra e despertou a ira das entidades e personalidades que lutaram para a aprovação da lei que combate a corrupção na política.

O texto aprovado no Senado Federal estabelece um único prazo de inelegibilidade de oito anos, contado a partir da perda do mandato, da eleição em que ocorreu o ilícito, da renúncia ou da condenação em segunda instância. A matéria também cria um teto máximo de 12 anos para a proibição de participar das eleições, ainda que o agente político acumule múltiplas condenações.

Atualmente, os oito anos começam a contar após o fim do mandato, o que pode estender o prazo para mais de 15 anos, no caso de um senador condenado no primeiro ano do exercício do mandato. O projeto aprovado antecipa o início da contagem para a condenação ou a renúncia e unifica em oito anos o período de inelegibilidade, com limite de 12 anos.


Saiba mais:

Reforma da previdência será analisada por três comissões em sessão conjunta

Polícia Federal investigará a concessão de seguro defeso em municípios do Amazonas


“Tapa na cara da sociedade”

Um dos coordenadores do Movimento de Combate a Corrupção no Amazonas, o cientista político Carlos Santiago classificou a aprovação deste projeto de imoral, corporativo e que tem a finalidade de proteger malfeitores envolvidos em crimes de corrupção.

“Essas pessoas não devem representar a sociedade, além disso (a flexibilização) é um tapa na cara do eleitorado que promoveu a campanha de assinaturas ao projeto de iniciativa popular que culminou na Lei da Ficha Limpa, cujo objetivo é melhorar a qualidade dos políticos e da política brasileira”, afirmou Santiago.

Para o cientista político a primeira alternativa será pressionar o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) para que vete o novo texto da lei, mas se isso não for possível o caminho será ingressar no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade.

“O Brasil é signatário de convenções internacionais de combate  à corrupção e vejo isso como uma alternativa para que um partido ou uma organização da sociedade civil vá ao Supremo questionar esse novo texto da lei”, avaliou.

Para o analista político Helso Ribeiro, o projeto de flexibilização é uma auto-limpagem, uma auto-promoção promovida pelos congressistas, que diante do “calo apertado”  fazem as mudanças que lhes permite sair impunes.

‘O filosofo francês Jean Jacques Rousseau dizia que as leis são utéis e boas para os que tem posse e poder e são nocivas para os que nada tem, Isso é muito atual”, argumenta Helso.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A aprovação pelo Senado do projeto que flexibiliza a Lei da Ficha Limpa contou com os votos favoráveis dos senadores do Amazonas Plínio Valério (PSDB) e Omar Aziz (PSD) e o voto contrário de Eduardo Braga (MDB). O projeto foi aprovado com 50 votos favoráveis e 24 contra e despertou a ira das entidades e personalidades que lutaram para a aprovação da lei que combate a corrupção na política.

O texto aprovado no Senado Federal estabelece um único prazo de inelegibilidade de oito anos, contado a partir da perda do mandato, da eleição em que ocorreu o ilícito, da renúncia ou da condenação em segunda instância. A matéria também cria um teto máximo de 12 anos para a proibição de participar das eleições, ainda que o agente político acumule múltiplas condenações.

Atualmente, os oito anos começam a contar após o fim do mandato, o que pode estender o prazo para mais de 15 anos, no caso de um senador condenado no primeiro ano do exercício do mandato. O projeto aprovado antecipa o início da contagem para a condenação ou a renúncia e unifica em oito anos o período de inelegibilidade, com limite de 12 anos.


Saiba mais:

Reforma da previdência será analisada por três comissões em sessão conjunta

Polícia Federal investigará a concessão de seguro defeso em municípios do Amazonas


“Tapa na cara da sociedade”

Um dos coordenadores do Movimento de Combate a Corrupção no Amazonas, o cientista político Carlos Santiago classificou a aprovação deste projeto de imoral, corporativo e que tem a finalidade de proteger malfeitores envolvidos em crimes de corrupção.

“Essas pessoas não devem representar a sociedade, além disso (a flexibilização) é um tapa na cara do eleitorado que promoveu a campanha de assinaturas ao projeto de iniciativa popular que culminou na Lei da Ficha Limpa, cujo objetivo é melhorar a qualidade dos políticos e da política brasileira”, afirmou Santiago.

Para o cientista político a primeira alternativa será pressionar o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) para que vete o novo texto da lei, mas se isso não for possível o caminho será ingressar no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade.

“O Brasil é signatário de convenções internacionais de combate  à corrupção e vejo isso como uma alternativa para que um partido ou uma organização da sociedade civil vá ao Supremo questionar esse novo texto da lei”, avaliou.

Para o analista político Helso Ribeiro, o projeto de flexibilização é uma auto-limpagem, uma auto-promoção promovida pelos congressistas, que diante do “calo apertado”  fazem as mudanças que lhes permite sair impunes.

‘O filosofo francês Jean Jacques Rousseau dizia que as leis são utéis e boas para os que tem posse e poder e são nocivas para os que nada tem, Isso é muito atual”, argumenta Helso.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Pesquisa Pontual: Cidade vence disputa contra Omar Aziz pelo Governo do Amazonas

A pesquisa do Instituto Pontual de Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (25/9), aponta que Roberto Cidade (União Brasil) aparece à frente de Omar Aziz (PSD)...

Datafolha mostra disputa acirrada entre Lula e Flávio no 2º turno

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Pesquisa Pontual: Cidade vence disputa contra Omar Aziz pelo Governo do Amazonas

A pesquisa do Instituto Pontual de Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (25/9), aponta que Roberto Cidade (União Brasil) aparece à frente de Omar Aziz (PSD)...

Datafolha mostra disputa acirrada entre Lula e Flávio no 2º turno

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta...

Rodrigo Pacheco toma posse no TCU na próxima quarta-feira

O senador Rodrigo Pacheco, do PSB-MG, toma posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na próxima quarta-feira (30), às 11h, em...

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação do Brasil deixou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, no momento em que o primeiro-ministro...

Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão de pena duas horas após pedido

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão da pena de 27 anos e 3 meses de prisão...

Pesquisa Futura: Congresso e STF passam de 60% de desaprovação

Uma pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira (24) mostra índices superiores a 60% de desaprovação para o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]