O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, solicitou à Polícia Federal uma cópia da mídia extraída do aparelho celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O pedido foi feito em ofício enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e reitera a solicitação feita pelo ministro Cristiano Zanin, que determinou o envio do material ao seu gabinete até as 23h deste domingo (13). A informação é do Metrópoles.
Pedido de cópia imediata
Segundo o decano do STF, a mídia corresponde ao material obtido no aparelho objeto do Laudo nº 4281/2025, produzido pela Polícia Federal em São Paulo. No documento, Gilmar afirma ter tomado conhecimento de um ofício da PF ao presidente do STF informando que a corporação possui condições técnicas para encaminhar de imediato aos ministros cópias idênticas àquela disponibilizada ao ministro André Mendonça, com preservação da cadeia de custódia, individualização dos lacres e certificação de integridade.
“Plenário é órgão colegiado”, diz Gilmar
Gilmar argumenta que, se um integrante do colegiado tem acesso às informações, os demais ministros também devem poder consultar o material que fundamentará a decisão. Ele ressalta que o plenário é um órgão colegiado, cujos integrantes exercem a jurisdição em condições de igualdade.
O pedido do decano reforça a pressão sobre a Presidência da Corte e sobre a PF para que o conteúdo do celular de Vorcaro seja compartilhado com todos os gabinetes antes da sessão de terça-feira (15), quando o plenário analisará a Petição 16.662, que trata da possível relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Crise no STF
O caso envolvendo o celular de Vorcaro ocorre em meio à maior crise interna do Supremo em anos. Mensagens encontradas no aparelho revelaram que o banqueiro pediu ajuda a Moraes para conter investigações da PF e da PGR. A situação se agravou com a revelação de que Moraes editou a versão final de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.
O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo da investigação, o que provocou uma troca pública de acusações entre os dois. Fachin retirou as acusações do inquérito das Fake News e submeteu o caso à Presidência da Corte, que convocou a sessão extraordinária de terça-feira.
