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“Houve uma falcatrua numa empresa”, diz Lula sobre cancelamento de leilão internacional de arroz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (21/06), que o leilão internacional para a compra de arroz foi anulado devido a “falcatrua de uma empresa”. O cancelamento ocorreu após denúncias de que as empresas vencedoras não possuíam a capacidade técnica necessária para a importação do produto.

O leilão visava a compra de 263,7 mil toneladas de arroz importado, com o objetivo de conter a alta dos preços após enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor do cereal no Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) convocou as empresas vencedoras, mas constatou que elas não tinham a capacidade para cumprir o contrato, resultando na anulação do processo.

Em entrevista à rádio Meio Norte, filiada à Rede Onda Digital, Lula afirmou:

“Tivemos anulação do leilão porque houve uma falcatrua numa empresa”.

Lula reiterou que a importação de arroz tinha como objetivo manter os preços acessíveis, especialmente após o impacto das enchentes.

“Não é possível, o povo não pode pagar R$ 36 num pacote de 5 kg. Aí tomei a decisão de importar 1 milhão de toneladas. A gente vai dar uma garantia de preço”, disse o presidente.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Federação Nacional dos Produtores de Arroz contestaram a necessidade do leilão, alegando que a colheita antes das chuvas seria suficiente para suprir a demanda nacional.

Suspeitas e Irregularidades

A revelação de que entre as empresas vencedoras havia sorveterias e locadoras de máquinas levantou suspeitas sobre a integridade do leilão. Apenas a Zafira Trading, uma das vencedoras, atua no ramo de importação, segundo o Estadão.

Edegar Pretto, presidente da Conab, explicou que a natureza do leilão, realizado através de Bolsas de Mercadorias, impediu a verificação prévia das empresas participantes.

“A partir da revelação de quem são essas empresas, começaram os questionamentos se essas empresas teriam capacidades técnicas e financeiras para honrar os compromissos de um volume expressivo de dinheiro público”, afirmou Pretto.

Ele garantiu que nenhum pagamento foi efetuado às vencedoras.

Consequências 

A demissão do secretário de Política Agrícola, Neri Geller, foi uma das consequências das denúncias. Geller foi pressionado a explicar a possível relação entre sua família e uma das corretoras envolvidas no leilão. A FOCO Corretora de Grãos, principal corretora do certame, pertence a um ex-assessor de Geller, Robson Almeida de França, que é sócio do filho do secretário, Marcello Geller.

Apesar das negativas de irregularidades pelo ministro Fávaro, Geller afirmou que foi demitido. A exoneração do diretor de Abastecimento da Conab, Thiago dos Santos, indicado por Geller, também é esperada.

Um novo leilão será realizado com data ainda indefinida, e a AGU (Advocacia-Geral da União) participará da elaboração do novo edital para garantir maior transparência no processo.

Confira a entrevista completa:

 

*com informações de UOL

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (21/06), que o leilão internacional para a compra de arroz foi anulado devido a “falcatrua de uma empresa”. O cancelamento ocorreu após denúncias de que as empresas vencedoras não possuíam a capacidade técnica necessária para a importação do produto.

O leilão visava a compra de 263,7 mil toneladas de arroz importado, com o objetivo de conter a alta dos preços após enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor do cereal no Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) convocou as empresas vencedoras, mas constatou que elas não tinham a capacidade para cumprir o contrato, resultando na anulação do processo.

Em entrevista à rádio Meio Norte, filiada à Rede Onda Digital, Lula afirmou:

“Tivemos anulação do leilão porque houve uma falcatrua numa empresa”.

Lula reiterou que a importação de arroz tinha como objetivo manter os preços acessíveis, especialmente após o impacto das enchentes.

“Não é possível, o povo não pode pagar R$ 36 num pacote de 5 kg. Aí tomei a decisão de importar 1 milhão de toneladas. A gente vai dar uma garantia de preço”, disse o presidente.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Federação Nacional dos Produtores de Arroz contestaram a necessidade do leilão, alegando que a colheita antes das chuvas seria suficiente para suprir a demanda nacional.

Suspeitas e Irregularidades

A revelação de que entre as empresas vencedoras havia sorveterias e locadoras de máquinas levantou suspeitas sobre a integridade do leilão. Apenas a Zafira Trading, uma das vencedoras, atua no ramo de importação, segundo o Estadão.

Edegar Pretto, presidente da Conab, explicou que a natureza do leilão, realizado através de Bolsas de Mercadorias, impediu a verificação prévia das empresas participantes.

“A partir da revelação de quem são essas empresas, começaram os questionamentos se essas empresas teriam capacidades técnicas e financeiras para honrar os compromissos de um volume expressivo de dinheiro público”, afirmou Pretto.

Ele garantiu que nenhum pagamento foi efetuado às vencedoras.

Consequências 

A demissão do secretário de Política Agrícola, Neri Geller, foi uma das consequências das denúncias. Geller foi pressionado a explicar a possível relação entre sua família e uma das corretoras envolvidas no leilão. A FOCO Corretora de Grãos, principal corretora do certame, pertence a um ex-assessor de Geller, Robson Almeida de França, que é sócio do filho do secretário, Marcello Geller.

Apesar das negativas de irregularidades pelo ministro Fávaro, Geller afirmou que foi demitido. A exoneração do diretor de Abastecimento da Conab, Thiago dos Santos, indicado por Geller, também é esperada.

Um novo leilão será realizado com data ainda indefinida, e a AGU (Advocacia-Geral da União) participará da elaboração do novo edital para garantir maior transparência no processo.

Confira a entrevista completa:

 

*com informações de UOL

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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