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Joyce Coelho relembra saída da Depca e diz que episódio motivou candidatura

A pré-candidata a deputada estadual pelo PSD e delegada licenciada da Especializada de Manacapuru, Joyce Coelho, afirmou nesta segunda-feira (13/7), que o conflito com a deputada estadual Débora Menezes (PL) foi um dos fatores que a levaram a ingressar na política. Segundo ela, a experiência mostrou que decisões políticas podem interferir diretamente no trabalho técnico desempenhado por servidores públicos.

O episódio de 2024 na Depca

As declarações retomam um episódio ocorrido em 2024, quando Joyce deixou o comando da Depca. Em junho daquele ano, a delegada foi designada para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), enquanto a delegada Juliana Tuma assumiu a titularidade da Depca. A mudança ocorreu semanas depois de Joyce colocar o cargo à disposição, em 16 de maio, alegando desconforto com interferências políticas, especialmente da deputada Débora Menezes, em eventos e operações da Polícia Civil.

Na época, Débora Menezes, que não tinha histórico de atuação na segurança pública, passou a acompanhar operações e coletivas de imprensa relacionadas a casos de estupro e abuso sexual. Durante a apresentação dos resultados da Operação Caminhos Seguros, por exemplo, a parlamentar participou da coletiva, enquanto Joyce Coelho não compareceu.

Em entrevista, Joyce afirmou que o episódio influenciou diretamente sua decisão de disputar um mandato eletivo:

“Não só, mas também. Influenciou, sim. Acabou me empurrando para esse lado, porque até então eu entendia que só queria ser delegada de polícia. Quando vi que a política afetou negativamente um trabalho que estava sendo bem feito, entendi que a política está em tudo e decide tudo, inclusive o futuro das crianças”, disse.

“Me senti perseguida politicamente”, diz delegada

Ao detalhar o episódio, Joyce afirmou que se sentiu perseguida politicamente e alvo de assédio moral após discordar da atuação da parlamentar:

“Eu me senti perseguida politicamente, senti que sofria assédio moral dentro da minha própria instituição. A deputada quis um protagonismo de uma pauta que não é de um deputado só. A pauta da infância, da violência sexual e da violência de gênero é suprapartidária. Todos os parlamentares precisam apoiar”, afirmou.

A delegada disse que sempre recebeu parlamentares interessados em colaborar com políticas públicas voltadas à proteção da infância, mas afirmou que nunca aceitou que políticos participassem do protagonismo de operações policiais:

“Quando ela me procurou, eu a recebi na delegacia para ajudar mais um parlamentar a ajudar. O deputado Delegado Péricles (PL) sempre ajudou a pauta, mas nunca se utilizou da pauta para se promover”, disse.

Joyce Coelho também citou a ex-deputada Nejmi Aziz (PSD), a deputada Alessandra Campelo (PSD) e o deputado João Luiz (Republicanos), que, segundo ela, sempre atenderam aos pleitos, mas nunca exigiram protagonismo na Depca.

O impasse sobre coletivas de imprensa

O impasse teria surgido quando a delegada recusou a participação da deputada em entrevistas coletivas relacionadas às prisões realizadas pela Depca.

“Quando ela chegou, queria um protagonismo que eu não poderia compactuar. Houve uma questão relacionada à participação em entrevistas e coletivas de prisões. Eu sempre fui contra. Cada um tem seu papel, o meu, como policial, é investigar e prender, o do parlamentar é trabalhar políticas públicas”, disse.

Ela afirma que sua posição provocou insatisfação por parte da deputada e de sua equipe. “Expliquei que não poderia aceitar essa participação e, a partir daí, isso gerou uma insatisfação nela e na equipe dela. Eles começaram a trabalhar a minha derrubada para colocar uma delegada que aceitasse esse protagonismo”, disse.

Joyce também relatou que, após uma operação que durou cerca de um mês, recusou-se a participar da coletiva de imprensa por considerar injusto atribuir protagonismo a quem, segundo ela, não participou da investigação.


Leia mais

Débora afirma que Michelle segue influente no PL mesmo fora da presidência

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Transferência para Manacapuru e o caminho para a política

Segundo a pré-candidata, a transferência para outra unidade da Polícia Civil acabou sendo o desfecho do episódio e, ao mesmo tempo, serviu de impulso para sua entrada na política.

“Essa decisão teve consequências. Fui retirada da Delegacia Especializada e pedi para ir para Manacapuru. No fim, essa situação também contribuiu para eu decidir colocar meu nome como pré-candidata a deputada estadual”, afirmou.

Outro lado

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da deputada estadual Débora Menezes (PL). O espaço permanece aberto para a resposta da deputada.

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A pré-candidata a deputada estadual pelo PSD e delegada licenciada da Especializada de Manacapuru, Joyce Coelho, afirmou nesta segunda-feira (13/7), que o conflito com a deputada estadual Débora Menezes (PL) foi um dos fatores que a levaram a ingressar na política. Segundo ela, a experiência mostrou que decisões políticas podem interferir diretamente no trabalho técnico desempenhado por servidores públicos.

O episódio de 2024 na Depca

As declarações retomam um episódio ocorrido em 2024, quando Joyce deixou o comando da Depca. Em junho daquele ano, a delegada foi designada para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), enquanto a delegada Juliana Tuma assumiu a titularidade da Depca. A mudança ocorreu semanas depois de Joyce colocar o cargo à disposição, em 16 de maio, alegando desconforto com interferências políticas, especialmente da deputada Débora Menezes, em eventos e operações da Polícia Civil.

Na época, Débora Menezes, que não tinha histórico de atuação na segurança pública, passou a acompanhar operações e coletivas de imprensa relacionadas a casos de estupro e abuso sexual. Durante a apresentação dos resultados da Operação Caminhos Seguros, por exemplo, a parlamentar participou da coletiva, enquanto Joyce Coelho não compareceu.

Em entrevista, Joyce afirmou que o episódio influenciou diretamente sua decisão de disputar um mandato eletivo:

“Não só, mas também. Influenciou, sim. Acabou me empurrando para esse lado, porque até então eu entendia que só queria ser delegada de polícia. Quando vi que a política afetou negativamente um trabalho que estava sendo bem feito, entendi que a política está em tudo e decide tudo, inclusive o futuro das crianças”, disse.

“Me senti perseguida politicamente”, diz delegada

Ao detalhar o episódio, Joyce afirmou que se sentiu perseguida politicamente e alvo de assédio moral após discordar da atuação da parlamentar:

“Eu me senti perseguida politicamente, senti que sofria assédio moral dentro da minha própria instituição. A deputada quis um protagonismo de uma pauta que não é de um deputado só. A pauta da infância, da violência sexual e da violência de gênero é suprapartidária. Todos os parlamentares precisam apoiar”, afirmou.

A delegada disse que sempre recebeu parlamentares interessados em colaborar com políticas públicas voltadas à proteção da infância, mas afirmou que nunca aceitou que políticos participassem do protagonismo de operações policiais:

“Quando ela me procurou, eu a recebi na delegacia para ajudar mais um parlamentar a ajudar. O deputado Delegado Péricles (PL) sempre ajudou a pauta, mas nunca se utilizou da pauta para se promover”, disse.

Joyce Coelho também citou a ex-deputada Nejmi Aziz (PSD), a deputada Alessandra Campelo (PSD) e o deputado João Luiz (Republicanos), que, segundo ela, sempre atenderam aos pleitos, mas nunca exigiram protagonismo na Depca.

O impasse sobre coletivas de imprensa

O impasse teria surgido quando a delegada recusou a participação da deputada em entrevistas coletivas relacionadas às prisões realizadas pela Depca.

“Quando ela chegou, queria um protagonismo que eu não poderia compactuar. Houve uma questão relacionada à participação em entrevistas e coletivas de prisões. Eu sempre fui contra. Cada um tem seu papel, o meu, como policial, é investigar e prender, o do parlamentar é trabalhar políticas públicas”, disse.

Ela afirma que sua posição provocou insatisfação por parte da deputada e de sua equipe. “Expliquei que não poderia aceitar essa participação e, a partir daí, isso gerou uma insatisfação nela e na equipe dela. Eles começaram a trabalhar a minha derrubada para colocar uma delegada que aceitasse esse protagonismo”, disse.

Joyce também relatou que, após uma operação que durou cerca de um mês, recusou-se a participar da coletiva de imprensa por considerar injusto atribuir protagonismo a quem, segundo ela, não participou da investigação.


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