O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta quinta-feira (17/9) que o reajuste do Bolsa Família não representa gasto novo para os cofres públicos, mas remanejamento de despesas.
Segundo ele, houve uma revisão no valor previsto para gasto com a Previdência, o que abriu espaço no Orçamento. “Boa parte do remanejamento será feita da despesa previdenciária para o Bolsa Família”, declarou.
O governo anunciou um aumento de 15,04% nos valores do programa. O benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.
Moretti explicou que o próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias vai deixar claro que há uma redução na projeção da Previdência. Essa sobra de recursos, segundo o ministro, será parcialmente destinada ao reajuste do Bolsa Família.
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“Vai ficar muito claro no próximo relatório que há uma redução da projeção da Previdência que implica uma sobra de recursos, e parcela dessa sobra será remanejada para garantir esse reajuste do Bolsa Família”, afirmou.
O reajuste já vale a partir da próxima folha, que começa a ser paga em 19 de outubro.
Combate a fraudes também abriu espaço
O ministro também destacou que o combate às fraudes no benefício foi um dos pontos que permitiram o reajuste no programa. A correção representa a reposição da inflação acumulada entre março de 2023, quando o valor mínimo de R$ 600 foi relançado, e agosto deste ano, que foi de 15,04%.
A medida tem impacto fiscal estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
