Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Lula deve sancionar lei que pode ajudar a reduzir preço da passagem de ônibus

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) deverá sancionar, nesta semana, o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que reformula a política de transporte público coletivo urbano e autoriza o uso de recursos da Cide Combustíveis para subsidiar tarifas.

A proposta estabelece que União, Estados, Distrito Federal e municípios terão prazo de cinco anos para adequar suas legislações, garantindo que gratuidades concedidas a grupos como idosos e estudantes não sejam repassadas aos demais usuários das tarifas.

O projeto determina que os subsídios deverão estar previstos nos orçamentos públicos e autoriza o uso da Cide Combustíveis para financiar a redução tarifária. Pelo menos 60% dos recursos deverão ser destinados às áreas urbanas, com prioridade para municípios que adotem programas de “modicidade” tarifária.

O texto também prevê isenção de pedágio para ônibus do transporte público coletivo urbano em rodovias federais, estaduais e municipais. Além disso, a proposta cria mecanismos de financiamento da infraestrutura do transporte público por meio de recursos de fundos públicos e privados, créditos de carbono, compensações ambientais e incentivos tributários.


Leia mais

Ônibus 099 terá novo itinerário ligando T4 ao Distrito Industrial 2

Passagem poderá ser paga com cartão de crédito e débito em novos ônibus de Manaus


Avaliação do setor empresarial

Para o diretor-jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Fernando Borges, o novo marco legal do transporte público coletivo representa um avanço importante para a sustentabilidade do sistema de transporte urbano no Brasil.

“A previsão de fontes extratarifárias e a possibilidade de utilização de recursos da Cide para subsidiar tarifas reconhecem uma realidade já conhecida pelo setor: não é mais possível sustentar um serviço essencial exclusivamente pela tarifa paga pelo usuário”, afirma.

Segundo Borges, o novo marco também corrige uma distorção histórica ao estabelecer que gratuidades e benefícios sociais devem possuir fonte própria de custeio, evitando que esses encargos sejam transferidos integralmente para a passagem dos demais usuários.

“É importante destacar ainda que o transporte coletivo urbano, embora operado pela iniciativa privada mediante concessão do poder público, constitui serviço público essencial, prestado em ambiente sem concorrência aberta e submetido a intensa regulação estatal. Diferentemente de setores regidos pela livre iniciativa clássica, o transporte coletivo possui tarifas controladas, obrigações operacionais permanentes e forte intervenção regulatória. Nesse contexto, a adoção de subsídios públicos não representa excepcionalidade.

Do ponto de vista institucional, Borges afirma que as empresas operadoras entendem que o texto contribui para maior segurança jurídica, previsibilidade contratual e melhoria das condições de planejamento e investimento no transporte coletivo, preservando a continuidade de um serviço essencial à população.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) deverá sancionar, nesta semana, o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que reformula a política de transporte público coletivo urbano e autoriza o uso de recursos da Cide Combustíveis para subsidiar tarifas.

A proposta estabelece que União, Estados, Distrito Federal e municípios terão prazo de cinco anos para adequar suas legislações, garantindo que gratuidades concedidas a grupos como idosos e estudantes não sejam repassadas aos demais usuários das tarifas.

O projeto determina que os subsídios deverão estar previstos nos orçamentos públicos e autoriza o uso da Cide Combustíveis para financiar a redução tarifária. Pelo menos 60% dos recursos deverão ser destinados às áreas urbanas, com prioridade para municípios que adotem programas de “modicidade” tarifária.

O texto também prevê isenção de pedágio para ônibus do transporte público coletivo urbano em rodovias federais, estaduais e municipais. Além disso, a proposta cria mecanismos de financiamento da infraestrutura do transporte público por meio de recursos de fundos públicos e privados, créditos de carbono, compensações ambientais e incentivos tributários.


Leia mais

Ônibus 099 terá novo itinerário ligando T4 ao Distrito Industrial 2

Passagem poderá ser paga com cartão de crédito e débito em novos ônibus de Manaus


Avaliação do setor empresarial

Para o diretor-jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Fernando Borges, o novo marco legal do transporte público coletivo representa um avanço importante para a sustentabilidade do sistema de transporte urbano no Brasil.

“A previsão de fontes extratarifárias e a possibilidade de utilização de recursos da Cide para subsidiar tarifas reconhecem uma realidade já conhecida pelo setor: não é mais possível sustentar um serviço essencial exclusivamente pela tarifa paga pelo usuário”, afirma.

Segundo Borges, o novo marco também corrige uma distorção histórica ao estabelecer que gratuidades e benefícios sociais devem possuir fonte própria de custeio, evitando que esses encargos sejam transferidos integralmente para a passagem dos demais usuários.

“É importante destacar ainda que o transporte coletivo urbano, embora operado pela iniciativa privada mediante concessão do poder público, constitui serviço público essencial, prestado em ambiente sem concorrência aberta e submetido a intensa regulação estatal. Diferentemente de setores regidos pela livre iniciativa clássica, o transporte coletivo possui tarifas controladas, obrigações operacionais permanentes e forte intervenção regulatória. Nesse contexto, a adoção de subsídios públicos não representa excepcionalidade.

Do ponto de vista institucional, Borges afirma que as empresas operadoras entendem que o texto contribui para maior segurança jurídica, previsibilidade contratual e melhoria das condições de planejamento e investimento no transporte coletivo, preservando a continuidade de um serviço essencial à população.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Presidência da CMM: Renato não pode repetir erro de David em 2022

O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), tem até 1º de dezembro, data marcada para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal de...

Janja entrega relatório sobre bets a ministro Fux durante audiência no STF

A primeira-dama Janja Lula da Silva participou nesta terça-feira (3) de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mercado de apostas...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Midterms: ICE faz post ameaçando imigrantes que pretendem votar ilegalmente

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou nesta terça-feira (3) uma mensagem ameaçando prender e processar pessoas que votarem ilegalmente...

PEC da Segurança: governo prevê votação sem maioridade

Na tarde desta terça-feira (3/11), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Merendeiras poderão ter piso salarial nacional de R$ 3,8 mil no mínimo

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (3/11), o Projeto de Lei (PL) 2.531/2021, que institui um piso salarial...

Abaixo-assinado contra volta das bets supera um milhão de assinaturas

Um abaixo-assinado contra a volta das casas de apostas on-line no Brasil ultrapassou 1 milhão de assinaturas em poucas horas. Lançada na noite de...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Presidência da CMM: Renato não pode repetir erro de David em 2022

O prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), tem até 1º de dezembro, data marcada para a escolha do novo presidente da Câmara Municipal de...

Janja entrega relatório sobre bets a ministro Fux durante audiência no STF

A primeira-dama Janja Lula da Silva participou nesta terça-feira (3) de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mercado de apostas...

Midterms: ICE faz post ameaçando imigrantes que pretendem votar ilegalmente

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) publicou nesta terça-feira (3) uma mensagem ameaçando prender e processar pessoas que votarem ilegalmente...

PEC da Segurança: governo prevê votação sem maioridade

Na tarde desta terça-feira (3/11), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)...

Merendeiras poderão ter piso salarial nacional de R$ 3,8 mil no mínimo

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (3/11), o Projeto de Lei (PL) 2.531/2021, que institui um piso salarial...

Abaixo-assinado contra volta das bets supera um milhão de assinaturas

Um abaixo-assinado contra a volta das casas de apostas on-line no Brasil ultrapassou 1 milhão de assinaturas em poucas horas. Lançada na noite de...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]