A Prefeitura de Manaus afirmou, nesta segunda-feira (20/7), que não possui débitos pendentes referentes a 2026 com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A manifestação foi divulgada por meio de nota do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), em meio à paralisação dos rodoviários que afetou o transporte coletivo na capital.
Segundo o município, todas as obrigações financeiras relativas ao sistema de transporte coletivo estão sendo executadas regularmente neste ano.
“A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), esclarece que não possui débitos pendentes do ano de 2026 junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente”, informou o órgão.
A administração municipal afirmou ainda que permanece comprometida com a manutenção do serviço de transporte coletivo e que está adotando medidas para garantir a continuidade da operação.
“A prefeitura reafirma seu compromisso com a manutenção e o pleno funcionamento do sistema de transporte coletivo urbano, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade da prestação do serviço e o atendimento à população manauara.”
O IMMU também informou que mantém diálogo com os representantes das empresas e dos trabalhadores e defendeu que as negociações ocorram sem prejudicar os usuários do transporte coletivo.
“A prefeitura reforça que segue no diálogo construtivo com os sindicatos das classes, que respeite os usuários do transporte coletivo.”

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A paralisação foi deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e no Amazonas (STTRM), que determinou a suspensão de 100% das atividades da categoria. Segundo o sindicato, a greve foi motivada por sucessivos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores.
Já o Sinetram informou que foi surpreendido pela paralisação e afirmou que não recebeu comunicação prévia do movimento. A entidade também anunciou que adotará medidas judiciais para restabelecer a operação do transporte coletivo.
A greve interrompeu a circulação de ônibus em diferentes pontos da cidade, deixando milhares de passageiros sem transporte e provocando transtornos para trabalhadores, estudantes e demais usuários do sistema. Até a publicação desta matéria, não havia previsão para a normalização do serviço.
